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X Power XPS: Máquina para controlo elétrico de infestantes em vinhas e pomares chega a Portugal pela mão da CNH Portugal

16/05/2022

Ainvestigação na área das tecnologias alternativas à monda química e mecânica tem vindo a sofrer grandes desenvolvimentos nos últimos anos. O controlo de infestantes através da eletricidade é a proposta que a CNH apresentou no mês de março em Portugal. A máquina X Power XPS foi desenvolvida pela alemã Zasso, empresa adquirida pelo Grupo CNH em 2020, e é o modelo proposto para trabalho em vinhas e pomares largos. Ao todo, existem mais dois modelos, para vinhas estreitas e serviços municipais.

Como funciona?

A eletricidade de alta voltagem é fornecida à máquina por um gerador. A corrente elétrica passa através do aplicador para as plantas e depois para o solo. O circuito elétrico é fechado através de um segundo aplicador que toca noutras plantas ou no solo. A energia faz com que as plantas murchem por dentro, até às suas raízes.
Plantas com alto teor de água e com poucos caules e raízes comparativamente com a sua massa foliar requerem pouquíssima energia e são fáceis de tratar. As gramíneas, muito densas e lenhosas, ou plantas muito grandes exigem uma elevada carga de energia e aplicadores especiais. Nestes casos, métodos combinados como por exemplo, o corte, conseguem melhores resultados. As plantas com rizomas ficarão severamente enfraquecidas e irão necessitar de mais do que um tratamento.

A unidade traseira inclui um gerador, uma caixa de velocidades, unidades de potência e um quadro de controlo elétrico.

O aplicador consiste em dois elétrodos estáticos e dois elétrodos que oscilam em três eixos rotativos passivos. Foi dada especial atenção à cinética do braço de interceção para otimizar a área de remoção, respeitando a integridade do tronco.

O XPS é composto por uma unidade traseira e um conjunto de dois aplicadores laterais.

 

Trabalhos em Serpa

O Olival da Risca, situado em Serpa, e propriedade de uma família suíça, foi um dos primeiros clientes a encomendar um X Power XPS, em Portugal. Também por isso, foi lá que decorreu a demonstração levada a cabo pelo concessionário Fialho, Correia e Lampreia. Todos os 220 hectares da empresa que gere o Olival se encontram em modo de produção biológico e, por isso, toda a monda foi feita até agora por meios mecânicos.

A verdade é que não só as perdas de árvores jovens, relacionadas com o afinamento dos intercepas e com a destreza dos operadores, como também a persistência do escalracho, que teima em manter-se monda após monda, e o impacto na vida do solo levaram os responsáveis a pensarem em novas soluções.

Alfred Zhender, de 40 anos e um dos proprietários e responsável pela gestão executiva, estava “há já alguns anos” em contacto com a Zasso, que na altura ainda não tinha o produto finalizado. A aquisição da fabricante alemã pelo Grupo CNH facilitou o crescimento e também o avanço final para que a máquina chegasse, finalmente, a Serpa. “Não a utilizaremos em todos os hectares, pelo menos para já. Queremos que trabalhe sobretudo no olival jovem, para minimizar perdas, e nas zonas mais afetadas pelo escalracho, que esperamos que vá enfraquecendo com as aplicações sucessivas. A velocidade de trabalho, até 4 km/h, é o principal motivo para que não esteja planeada a utilização da máquina na totalidade dos hectares do Olival da Risca, ainda que os resultados do estudo no reduzido impacto na vida do solo quando em comparação com os métodos mecânicos possam vir a alterar os planos iniciais.

 

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