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Floresta

Valtra na defesa da floresta portuguesa

15/11/2019

No pacote defensivo contam-se 12 tratores Valtra T214 especialmente preparados pela fábrica na Finlândia para os trabalhos florestais, de acordo com as especificidades da encomenda feita pelo seu concessionário Unitractores, de Vila Nova de Poiares, vencedor do concurso público lançado pelo Instituto de Conservação da natureza e das Florestas (ICNF).


A cerimónia de assinatura dos contratos de comodato realizou-se no dia 10 de setembro, no Centro de Operações Técnicas e Florestais da Lousã, presidida pelo ministro da Agricultura, Capoulas Santos, e a que compareceu um dos vice-presidentes da Valtra, Mikko Lehikoinen.
Preparados pela Unilimited Studio da Valtra, pintados com a cor amarela identificativa do ICNF e equipados a rigor para a floresta (pneus e jantes específicos, depósito de combustível especial, vidros de cabine em policarbonato, posto de condução reversível e luzes especiais), os 12 Valtra, equipados com transmissão Semi-Powershift HiTech 5, serão ligados a uma das três alfaias previstas pelo caderno de encargos: destroçadores de martelos e capinadeiras florestais (Herkulis e FAE), e também estilhaçadores com grua da Palms.

Pacote de 2,2 milhões de euros
O material pesado agora confiado ao ICNF, com o valor global de 2,2 milhões de euros, de acordo com o concurso aprovado pela resolução do Conselho de Ministros 29/2019, que autorizou a compra de equipamento até ao montante total de nove milhões de euros (IVA incluído), com recurso a financiamento de fundos europeus, ao abrigo do Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos (POSEUR) e pelo Fundo Ambiental, é ainda composto por outros pacotes de maquinaria, alguma já entregue e outra por entregar até ao final do ano. Deles constam ainda máquinas de rastos com lâmina frontal, máquinas giratórias e de guinchos, para além de outras alfaias e zorras para transporte de material pesado.
No âmbito do programa governamental da Reforma da Floresta, toda a maquinaria é confiada ao ICNF, mas ficará à guarda e sob a gestão de 12 Comunidades Intermunicipais (CIM) que aderiram ao projeto de constituição da rede primária de prevenção e limpeza florestal e que já têm brigadas de Sapadores Florestais constituídas. São elas: Viseu Dão-Lafões, Tâmega e Sousa, Alto Tâmega, Região do Oeste, Lezíria do Tejo, Médio Tejo, Beira Baixa, Alto Alentejo, Beiras e Serra da Estrela, Algarve, Ave, Região de Coimbra.

 

Eficiência e alcance aumentados
Segundo o secretário de Estado das Florestas, Miguel Freitas, a rede primária de intervenção tem por objetivo assegurar 18 brigadas da responsabilidade do ICNF e 24 das CIM, com capacidade para manutenção, prevenção e limpeza anual de 42 mil hectares. Segundo aquele governante, estas brigadas – cada uma compreende três equipas – asseguram individual e anualmente, em média, 120 a 150 ha, capacidade que aumentará para 750 a 1000 ha com a entrada ao serviço da totalidade do equipamento a concurso. 
Foi na Lousã, no outono de 2016, que reuniu o Conselho de Ministros, propositadamente, com a Reforma da Floresta como tema único de agenda, tendo sido aprovados os primeiros 12 diplomas. Foi também na Lousã que Capoulas Santos, ministro da Agricultura, o recordou: “Este é um investimento de monta em complemento de outros já feitos especialmente na prevenção, sem precedentes no passado, como a limitação de plantação de áreas de eucalipto. É um passo na Reforma que comprometerá governos futuros.”

 

“Prestígio; tiro certeiro; boa estratégia”
Sócio-gerente da Unitractores, Rogério Carvalho andou toda a manhã que antecedeu a cerimónia na Lousã a verificar a conformidade de todo o material e a acertar detalhes com o pessoal que haveria de conduzir os tratores por estrada, ao longo de uma dúzia de quilómetros. Antes da foto de família, foi com os representantes da Valtra – o delegado do importador, João Pimenta (Valtractor) e o finlandês Lehikoinen, um dos vice-presidentes da marca – que explicou alguns dos contornos da bem sucedida operação.

“Foi difícil e trabalhoso, por ter sido um concurso bastante exigente no que se refere ao seu caderno de encargos”, avançou Rogério Carvalho: “Mas foi, sobretudo, um desafio tão interessante quanto importante, que nos obrigou a estarmos focados desde o início, pois trata-se de uma área que dominamos - a floresta. E fornecer este tipo de equipamento é um prestígio para nós, pois sempre nos dedicámos a ser um fornecedor de qualidade. Para este tipo de trabalho, o produto tem de ser de muita qualidade. Vencemos em quatro lotes do concurso, razão pela qual tivemos que fazer várias parcerias.”


Para a Valtra Portugal foi igualmente um bom desafio. Segundo João Pimenta, da Valtractor, foi mesmo “um tiro certeiro”. “Sabíamos que só tínhamos uma munição para disparar, e foi muito gratificante acertar na mosca, perante uma concorrência tão vasta e aguerrida  - eram sete concorrentes. Todos queriam ganhar. Foi ótimo para a nossa marca, para o seu prestígio e visibilidade e para os próprios resultados. Um excelente boost para a primeira metade do ano.”

 

Grande cooperação
Rogério Carvalho precisou que [o concurso] não estava ao alcance a qualquer vendedor de tratores, pois implicava muito mais que esse tipo de máquinas, “mais a sua preparação, a conjugação com outros equipamentos e especificações muito próprias.”
“Foi preciso boa conjugação e melhor entrosamento, entre a Unitractores e a Valtra, pois não é de um dia para o outro que se colocam 12 tratores na produção e 60 dias depois estão produzidos. A fábrica foi chamada a cooperar para que hoje estejamos a mostrar os resultados”, acrescentou João Pimenta.

 

 

Segmentos especiais
A importância com que a casa-mãe abraçou o projeto ficou bem patente através da presença do vice-presidente Mikko Lehikoinen no ato de apresentação. Vindo diretamente da Finlândia, o dirigente da Valtra mostrou-se muito satisfeito com o sucesso da operação: “Foi uma corrida apertada e sabíamos que não seria fácil, mas temos que congratular o nosso concessionário local, pois tem muita experiência na floresta, algo que os nossos clientes muito apreciam. A relação entre a fábrica e a Unitractores sempre foi muito forte, o que contribuiu para o sucesso desta operação.”
“Para a nossa estratégia é importante termos a habilidade de lidar com este segmento tão especial, seja a floresta, os municípios, estruturas aeroportuárias ou mesmo o setor da Defesa. Estamos a ficar mais fortes nestas especialidades e agrada-nos que os nossos distribuidores e concessionários também o estejam. Mas o mais importante é que os nossos concessionários esteja sempre em condições de corresponder às necessidades do cliente e que saibam preparar o melhor e o mais adequado equipamento, como neste caso aconteceu”, acrescentou Mikko Lehikoinen.


 

“Reconhecimento e prestígio das nossas marcas”
Mário Lopes, responsável pela Herkulis, entrou na parceria que a Unitractores abriu a terceiros, uma vez que esta não dispunha de todo o específico material exigido pelo caderno de encargos, caso dos destroçadores da FAE, das capinadeiras da Herkulis, dos guinchos Uniforest, ou das cabeças destroçadores FAE para as máquinas giratórias.
A Herkulis acabou por ser um parceiro de grande projeção na operação, tal a quantidade de equipamentos fornecidos ao ICNF. “Uma vez mais, isto demonstra e é o pleno reconhecimento que o nosso material é de grande qualidade, quer o da FAE, que representamos há 15 anos, o da própria Herkulis e da Uniforest, uma das empresas mais cotadas a nível internacional”, disse Mário Lopes.

Segundo este empresário, este concurso demonstra aos proprietários florestais que existe muita preocupação com a limpeza e a prevenção. “Até aqui não havia essa preocupação pública.” Ainda assim, Mário Lopes admitiu que o ano de 2018 foi muito forte em investimento privado na área florestal, enquanto que 2019 está a ser um ano de expectativa.

 

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