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AJAP apela ao Governo e à UE por apoios urgentes após incêndios e tempestades

20/02/2026

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A Associação de Jovens Agricultores Portugueses (AJAP) apelou ao Governo, aos partidos da oposição e às instituições da UE para que sejam tomadas medidas prementes e excepcionais de apoio aos agricultores e empresas afetados pelos incêndios de 2025 e pelas recentes tempestades que atingiram várias regiões do país, com uma especial incidência nas zonas de Leiria e Pombal.

Segundo a AJAP, a demora na falta de resposta poderá desencadear efeitos graves como falências, desemprego e um impacto profundo na economia rural. A associação advoga apoios diretos e imediatos para evitar o colapso de explorações agrícolas e negócios locais.

Este apelo surge após a visita do Comissário Europeu da Agricultura e Alimentação, Christophe Hansen, a convite do Ministro da Agricultura e Mar de Portugal, José Manuel Fernandes, a explorações agrícolas afetadas, onde foi avaliada no terreno a dimensão dos prejuízos. 

A deslocação de Christophe Hansen veio reforçar o pedido apresentado por Portugal à Comissão Europeia para a ativação da reserva agrícola de crise, instrumento financeiro destinado a responder a perturbações graves no setor agrícola e a situações excepcionais que afetem os Estados-membros.

Nas regiões afetadas, inúmeros agricultores perderam animais, equipamentos e infraestruturas indispensáveis à produção, enquanto empresas locais enfrentam sérios prejuízos e risco de encerramento. As habitações danificadas e os postos de trabalho em risco agravam a vulnerabilidade social das comunidades rurais, aumentando, assim, a pressão sobre os territórios já marcados pelo despovoamento e pelo envelhecimento populacional.

Neste sentido, a AJAP adverte para a possibilidade de atrasos na atribuição de ajudas e o recurso predominante a soluções baseadas em crédito, recordando que empréstimos não substituem apoios diretos em contextos de catástrofe. De acordo com a associação, a falta de liquidez imediata poderá levar à insolvência de explorações agrícolas e agroindustriais, com efeitos em cadeia na produção alimentar, no emprego e na estabilidade económica regional.

Entre as soluções defendidas pelo organismo, destacam-se a criação de seguros específicos para o setor agrícola, florestal e pecuário, apoiados por mecanismos de resseguro europeu que permitam cobrir riscos climáticos extremos e reduzir a vulnerabilidade financeira dos produtores, investimentos estruturais na retenção e gestão da água, assim como o apoio para a instalação de jovens agricultores, forma de evitar um país a “duas velocidades”.

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