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Servitire - a assistência pode ter um conceito diferente

24/10/2019

Após um verão com muito sol, choveu e o previsto programa de campo que estava na agenda foi trocado por uma palestra indoor com os responsáveis de produto da Michelin. E a entrevista com Filipe Simões, gerente da Servitire, revelou-nos quão diferente é a filosofia desta empresa. Segundo o que se diz, está um pouco mais à frente. E só tem um ano e meio de vida.

 

Como nasceu a Servitire?
A Servitire foi criada há um ano e meio em Portugal. Pertencemos ao grupo espanhol Neumáticos Lucena [pág. seguinte] especialista no sector dos pneus agrícolas, e chegámos ao mercado com um conceito diferente das oficinas com porta aberta ao cliente. O nosso conceito é de não termos casa aberta. Não temos a tradicional oficina de pneus, temos sim duas viaturas de assistência, 24 horas por dia, para irmos ao encontro das necessidades do cliente. Vamos ao campo dar assistência junto das máquinas, e todo o serviço de reparação é feito no campo.
Em Espanha, a Neumáticos Lucena já tem esta solução implementada. Há ano e meio fomos abordados pela Michelin para iniciarmos este projeto no Alentejo.

 

Havia uma necessidade do sector agrícola deste tipo de assistência móvel no terreno?
O Alentejo tinha um défice nesse sentido. Percebemos que o cliente tinha esta necessidade, que não estava a ser satisfeita e que poderíamos ser uma mais-valia no trabalho diário com as máquinas no campo. Fazemos a reparação dos pneus no campo, a qualquer hora, com os nossos carros-oficina que estão equipados com todo o tipo de material para fazer as pequenas e médias reparações de pneus evitando as paragens no trabalho do agricultor. A nossa área de abrangência são o Alto e Baixo Alentejo, mas pensamos expandir-nos a outras áreas.
 

 

Quais as marcas com que trabalham?
Comercializamos as principais marcas do grupo Michelin: Michelin, Kléber e Taurus, com a gama média e grande.

 

O que é que o agricultor procura?
Há clientes que ainda procuram o pneu convencional, com preço mais acessível, e depois temos clientes que querem qualidade e aí vão para um pneu premium, como o Michelin, mais duradouro e que dá mais conforto nos trabalhos de campo.

 

Qual o ponto que faz com que a Servitire se destaque no mercado?
A nossa diferença é que temos um grande stock de pneus em armazém, em Portugal e Espanha. Em Portugal temos 500m2 de pneus agrícolas e em Espanha dispomos de dois armazéns, em Lucena e Madrid, respetivamente com 9000 e 4000 m2 e conseguimos colocar os pneus em Portugal em 24h.

 

A Servitire pretende ter outras áreas de intervenção?
A Servitire está focada a cem por cento na manutenção, montagem e revenda de pneus agrícolas.
 

 

Ultraflex
a vingar desde 2004

A Michelin esteve uma vez mais presente junto dos agricultores, em Beja, promovendo a tecnologia Ultraflex e que, segundo a marca, tão bons resultados têm obtido por esse mundo fora.
Esta tecnologia, não sendo nova, pois existe no mercado internacional desde 2004, só desembarcou em Portugal nos anos mais recentes. Foi por este motivo que a Michelin decidiu realizar mais um teste comparativo de pneus agrícolas por forma a testar os consumos de combustível e a diferente compactação dos solos face aos modelos convencionais.


Após a realização de vários testes pelos técnicos da marca francesa demonstrou-se que há ganhos de consumos de combustível na ordem dos dez por cento, quando comparados com os pneus radiais da marca. Por outro lado, também se verificou que o nível da compactação do solo foi reduzido em cerca de 23% em relação aos pneus sem tal tecnologia associada.
Por outras palavras, os agricultores, segundo a Michelin, podem contar com menores gastos de combustível, maior durabilidade do pneu e menor desgaste dos tratores. Ao nível dos solos, estes ficam mais protegidos, as culturas tendem a ter maior produtividade e rentabilidade, uma vez que estão sob solos menos desgastados.
 


Segundo o construtor francês, é bom lembrar que os pneus Ultraflex estão mais vocacionados para tratores de grande porte, que mesmo assim tendem a rodar com pressões mais baixas que o habitual. A Michelin garante que é possível trabalhar com cargas bem pesadas, mesmo com pressões abaixo de 1 Bar.
Mas nem tudo são rosas neste equipamento, uma vez que os preços dos pneumáticos são um pouco superiores aos dos pneus convencionais, mas fazendo bem as contas, e a longo prazo, os proveitos tenderão a suplantar os custos deste investimento.

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