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Se um Fendt impressiona muita gente, doze impressionam muito mais

10/11/2021

Entre Chão da Vã e Barbaídos, duas localidades do distrito de Castelo Branco, numa paisagem marcadamente declivosa e pedregosa, onde a pastorícia já foi rainha mas onde hoje impera a exploração florestal, é possível encontrar um impressionante olival. Ao todo são, ao dia de hoje, 750 hectares, todos regados. As oliveiras, galegas e cobrançosas, plantadas num compasso padrão ao longo de todo o olival de 6,5m x 4,5m, são regadas a partir de um surpreendente sistema de retenção de água. Atualmente são sete barragens que asseguram água para dois anos. No entanto, está já em construção mais uma com capacidade para um milhão de metros cúbicos.
Constituída em 2009 e iniciando a sua primeira extração de azeite em 2014, a Fio da Beira - Produção e Comercialização de Azeite Lda, localizada em plena Região de Denominação de Origem Protegida Azeite da Beira Interior - Beira Baixa, é a detentora do olival. O lagar e as infraestruturas adjacentes não ficam atrás. Encontra-se equipado com equipamentos da mais recente geração no que às necessidades de produção, armazenamento e embalamento de azeite, diz respeito: linha de receção, limpeza de azeitona com capacidade para 20t/hora; linha automática de extração de azeite 250t/dia; depósitos de armazenamento com capacidade total de 500.000 litros; sistema de enchimento, rotulagem e capsulagem automático; sistemas diversos de medição e controlo da qualidade da azeitona e do azeite. A empresa exporta quase toda a sua produção, tanto de azeite como azeitona em conserva, para mercados como Espanha, EUA, Brasil, França, Alemanha e Áustria. Na Fio da Beira trabalham doze pessoas durante todo o ano, a que se juntam outras quinze na altura das podas e mais cinquenta na colheita.

- Veja o álbum de fotos do olival da Fio da Beira -

João Carlos Almeida é o gerente da Fio da Beira. Na empresa desde o início da plantação do olival e construção do lagar, há quinze anos, é também o principal responsável pela gestão do parque de máquinas. Na casa trabalham dezanove tratores, todos vendidos pela Maquiguarda, doze Fendt e sete Kubota. A relação com a marca de Marktoberdorf vem de trás, desde os tempos em que trabalhava por conta própria, conta. “Há mais de trinta anos que trabalho com tratores Fendt. O primeiro foi um 307 LSA, em 1991. O segundo chegou três anos depois”. A sua fidelidade a estes tratores explica-se de forma simples. “São muito equilibrados, com consumos reduzidos, muita aderência, muito confortáveis. Fazendo as contas a uma vida útil de dez anos, o preço inicial fica completamente diluído quando em comparação com outros tratores. Basta olharmos ao que se poupa a nível de consumo. Depois, além de ter um valor de retoma alto, temos uma excelente relação com a Maquiguarda”.
No projeto da Fio da Beira, desde o início, João Carlos tem assistido a um constante aumento da área e, consequentemente, das produções. “No ano que passou foram 800 toneladas. Para o próximo a intenção é chegar às 1500. Em 5 anos a produção duplica”. É então este aumento da área que justificou a necessidade de aumentar o parque de máquinas com mais seis tratores. “Temos um cálculo de dois tratores para cada cem hectares. Na altura da campanha precisamos também de tratores suplentes para os reboques. Cada equipa é composta por um trator com caixa e outro com reboque. Na campanha passada trabalhámos com quatro equipas (oito tratores). Nesta já trabalharemos com cinco equipas, na próxima seis... Nos dias de colheita precisamos ainda de ter mais dois tratores só a fazer tratamentos de cobre por causa das feridas provocadas pelas máquinas. Daí a necessidade de aumentar o parque de máquinas”.

“O tipo de colheita que fazemos é o grande responsável pela dimensão do nosso parque de tratores. Este é um olival tradicional, de variedades típicas da região. Estamos também numa localização com declives acentuados e muito pedregosos. Se estivéssemos em olivais super-intensivos, passava a colhedora e o trabalho estava feito. Aqui não é assim, sendo esta azeitona dedicada à conserva e azeite não pode ser colhida com a colhedora. Mas a verdade é que é esta mistura de solos e o clima que fazem um azeite diferente”, reconheceu.

Os seis novos tratores vêm com um calendário preenchido em todos os meses do ano. “Em fevereiro/ março começam os tratamentos foliares, adubações e inseticidas, feitos com pulverizadores rebocados de 3000 litros. Em maio vão cortar a erva nas linhas com trituradores de martelos; em junho começam uma série de tarefas de preparação para a plantação do ano seguinte, nas quais se incluem apanhar pedra, espalhar calcário ou estrume. No final de outubro, começam a colheita da azeitona. Nesta fase, vão andar com caixas recolhedoras de panos e no transporte de azeitona com reboques. No total farão entre 1500 a 2000 horas num ano”, explicou João Carlos.

 

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