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Na Solemai os galvanizados continuam a sair como pãezinhos quentes

23/03/2022

Luís Rodrigues e Luís Silva, pai e filho, continuam à frente dos destinos da Solemai, mas desta vez foi apenas Luís Silva a dar a voz. Indo direto ao assunto, porque o trabalho aperta, começou por nos explicar que as grandes melhorias foram feitas ao nível da capacidade produtiva.

“Desde a última entrevista, mantivemos a gama de produtos praticamente igual mas reforçámos a capacidade produtiva e a versatilidade dos nossos equipamentos. Temos mais máquinas e aperfeiçoámos as que já cá estavam. Estão também mais rápidas, de forma a diminuirmos os custos de produção, compensando os aumentos da matéria prima. Foi assim que conseguimos ter um aumento de stock e, consequentemente, de clientes”, contou Luís Silva.

Já em 2019 era assim e hoje ainda mais: o stock é a base de trabalho da Solemai. “Permite-nos ter uma capacidade de resposta imediata e o cliente não tem de esperar”. Recordando a frase que marcou a entrevista de há dois anos: “se existir material para entrega ele sai. Os galvanizados vão saindo como pãezinhos quentes, se não for no início de junho é a meio ou no final, mas sai.”

Pandemia trouxe novos desafios
O contexto pandémico trouxe uma realidade nova para a empresa ao nível da disponibilidade de matéria prima. Se no início foi possível precaverem-se, em 2022 o cenário pode ser diferente. “Até aqui não tínhamos sentido a escassez de matéria prima porque mal começámos a ver a situação a complicar-se comprámos a quantidade suficiente para estarmos a trabalhar sem interrupções durante um ano. Agora que estamos a analisar as encomendas para o próximo ano temos sentido a escassez e consequentes aumentos de preço.”

Consolidação, substituir a importação, e especialização
Relativamente aos próximos anos “o nosso primeiro objetivo é consolidar o crescimento que obtivemos nos últimos dois anos  — tivemos um crescimento de 25%/ano nos últimos dois anos, refere Luís Silva. Depois, queremos continuar a substituir a importação tornando-nos  ainda mais competitivos e, um dos caminhos, é continuar a investir em máquinas”.
No que toca à estratégia, a ideia passa por continuar a crescer nos galvanizados. “Até há uns anos a nossa estratégia estava mais centrada na diversificação. Hoje apostámos mais na especialização, nomeadamente nos galvanizados. Quando virmos que não conseguimos crescer mais neste segmento procuraremos novas oportunidades no mercado”, finalizou Luís Silva.

 

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