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Kubota M5091NQ: Um trator que não sai da cabeça

23/03/2022

Estava um dia soalheiro de dezembro, em Fráguas, concelho de Rio Maior, quando a Horto São Silvestre nos recebeu para apresentar a sua mais recente aquisição: um Kubota M5091NQ com rastos no eixo traseiro. A ocasião era de assinalar, não fosse este o segundo de dois tratores existentes no nosso país. No entanto, para quem conhece Reinaldo Costa, proprietário e gerente da empresa, sabe que nesta casa, tratores são Kubota.

Do 245 ao 5091
A história da relação de Reinaldo com a marca japonesa vem de trás, dos tempos em que o seu pai se dedicava à vinha e à criação de porcos, trabalhos que desempenhava com um 245. A imagem que guardou marcou-o de tal forma que, ao dia de hoje, tem seis tratores “laranja”. “Quando fiz o meu primeiro projeto até adquiri um Landini mas havia um trator que não me saía da cabeça... era o Kubota 245 com tração do meu pai”, começou por contar.

“Mais tarde, em 2009, quando tive necessidade de adquirir outro trator, optei por um Kubota 6040. Gostei bastante deste trator, que guardo até ao dia de hoje. Com 10.000 horas nunca teve avarias!”, contou orgulhoso. Mas as coisas não ficaram por aqui. “De seguida, comprei outro Kubota. Desta vez um 6060 sem cabine – tínhamos instalado estufas e precisávamos de um trator para esses serviços”, explicou. A exploração foi crescendo e Reinaldo sentiu a necessidade de tratores com mais cavalagem. É assim que se juntam ao parque de máquinas dois M5091, um em 2018 e outro em 2019. “Todos estão equipados com rodados médios para andar “dentro” das parcelas de hortícolas. Um dos M5091 está também equipado com GPS para a marcação dos camalhões”, contou o agricultor de Fráguas.

Terrenos diferentes pedem tratores diferentes
O sucesso da Horto São Silvestre nos hortícolas levou a empresa não apenas à diversificação de culturas, mas também ao aumento de área. Um dos terrenos que adquiriu não apresentava condições ótimas para hortícolas e, como tal, Reinaldo decidiu plantar um pomar. “Os terrenos onde o instalámos têm algum declive e são solos difíceis de cultivar. Portanto, não vimos condições para lá fazer horticultura. Tendo já uma distribuição nacional para os produtos hortícolas, e como até já comprava fruta a terceiros, aproveitámos para também produzir fruta, instalando um pomar de 10 hectares”, explicou.



O declive e o solo argiloso colocaram problemas de tração e aderência aos tratores. Por isso, Reinaldo decidiu ir ter com a... Kubota, pois claro, para averiguar a possibilidade de ter um trator fruteiro com sistema de rastos. Outro ponto importante na equação que levou à procura de um trator com esta configuração, foi a reduzida compactação do solo provocada pelos rastos quando comparado com um trator de rodas “normais”. “Conseguimos assim evitar futuros problemas de erosão do solo. Ainda mais, instalámos um prado permanente nas entrelinhas que não nos interessa que seja afetado aquando da realização dos tratamentos de inverno”, referiu Reinaldo a propósito.

A escolha acabou por recair num M5091NQ com rastos no eixo traseiro. O trator estará encarregue, sobretudo, de três trabalhos: a aplicação dos fungicidas no inverno, a limpeza junto das árvores com o intercepas e, claro, a colheita através do transporte de palotes.

A empresa nasceu em 1999 com o propósito de fazer agricultura em modo de produção biológico. Iniciando-se com 2,5 hectares de hortícolas trabalha, ao dia de hoje, 60 hectares, entre hortícolas e frutícolas. Toda a produção está no concelho de Rio Maior. 10 hectares são um pomar, havendo a possibilidade de ser aumentado para 14, num futuro próximo. Tudo em modo de produção biológico.
 

Kubota M5091NQ

Candidato a Melhor Especializado em 2018
O primeiro contacto que tivemos n’abolsamia com este trator foi em França, perto de Montpellier. Corria o ano de 2017, e o M5091NQ era candidato na categoria de Melhor Especializado ao Tractor of the Year 2018 – distinção que acabou por sorrir ao Fendt 211 Vario V. “Na mobilização de solo com grade rápida, o trator revelou um desempenho agradável e ágil, com destaque para o impressionante raio de viragem nas cabeceiras, devido à atuação do sistema Bi-speed.

O M5091NQ apresenta-se mais estável e equilibrado do que o modelo correspondente da geração anterior, o que se deve a um acerto estrutural por a distância entre eixos ter sido aumentada em 80 mm. Uma nota também para a modificação feita a nível da caixa, em que o número de relações passou de 5 para 6. Esta evolução torna menos frequente a necessidade de se alternar entre gamas, o que contribui para um maior conforto durante o trabalho.

A localização da caixa de arrumos, por estar demasiado exposta a potenciais embates, é um aspeto a rever”, escrevemos na altura (a análise pode ser consultada na íntegra na página 50 e seguintes, da edição 111 da revista abolsamia). Entre as várias versões do M5091NQ à disposição para teste encontrava-se a configuração com rastos no eixo traseiro, da qual destacámos precisamente “a utilidade para tipos de solo onde se coloca o desafio de obter uma boa capacidade de tração e em simultâneo uma baixa compactação”.
 


Preço e garantia
Em relação ao preço, quando comparado com a versão de rodas, este “tem um custo 30% mais elevado”, partilhou o responsável (o PVP recomendado das versões de rodas anda entre os 50 e os 60.000€). Tal como em toda a gama Kubota, o M5091NQ tem cinco anos de garantia total ou 2000 horas, podendo ainda ser acionada uma extensão de garantia ao nível das horas- intervalos de 500 até um máximo de 5000.

 

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