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Novas ferramentas para o uso sustentável da água

09/10/2018

Por: Departamento de Desenvolvimento da Monsanto (texto adaptado)

 

Muitas vezes nos perguntam se temos milhos “resistentes à seca”, sendo que a resposta apenas poderá ser uma: Não! Por enquanto ainda não existem... É certo, que, do ponto de vista da biotecnologia, muito se tem feito nos últimos anos, e esta poderá ser a via para chegar aos tão ambicionados milhos “resistentes à seca”, mas por agora apenas podemos contar com variedades que foram selecionadas em função do seu desempenho em condições adversas, nomeadamente a falta de água.

Há muito que existe a preocupação de escolher variedades de milho que tenham uma melhor prestação no que respeita à utilização da água disponível. Ou seja, escolhem-se variedades com determinadas características para que sejam mais eficientes quando a água escasseia (com folhas mais eretas, para diminuir as perdas por evaporação, por exemplo).

Pretendem-se variedades que otimizem a água disponível, não esquecendo o seu principal objetivo que é maximizar o rendimento. Não será tarefa fácil para os investigadores encontrar variedades assim, pois não podemos esquecer que, naturalmente, as plantas com maior eficiência na conversão de água em matéria seca (ou seja, as mais produtivas), raramente são as mais resistentes à falta de água, pois, nesta resistência estão implícitos mecanismos que garantem a sobrevivência da planta em detrimento da produtividade. Para tal, recorre-se ao uso de material genético proveniente de regiões de climas quentes, como o caso da América Central e Sul, para conferir às variedades esta maior tolerância a condições adversas, não esquecendo a genética para atribuir características de maior produtividade e rusticidade.

Para além da escolha da variedade mais indicada existem também algumas medidas que poderão facilitar a prestação das variedades de milho, nomeadamente a escolha do ciclo FAO em função da data de sementeira por forma a evitar que a floração, período onde a falta de água será crítica, coincida com períodos de calor excessivo, o que levará a consequente perda de rendimento.

Dekalb Smart

Para além de todo o trabalho exaustivo na área da genética a fim de encontrar variedades de milho que possam ir ao encontro dos novos desafios que a escassez de água pode trazer, a Monsanto tem trabalhado para conseguir novas ferramentas que sirvam para o agricultor fazer uma melhor gestão da água disponível. Exemplo disso é o recente lançamento da plataforma digital Dekalb Smart, um sistema que combina dados agro - climáticos locais e imagens de satélite para aconselhar sobre o consumo hídrico da cultura.
A ferramenta da Monsanto é pensada para o agricultor. Baseada em tecnologia e experiência testada nos últimos anos, permitenos acompanhar os nossos campos a partir de imagens de satélite, dados meteorológicos locais e informações sobre o solo. Trata-de de um sistema baseado num algoritmo patenteado que trabalha com:
- Índice de vegetação (IV); Estrutura da planta; Dados climáticos (temperatura, humidade, velocidade do vento); Estimativa das necessidade hídricas da cultura (mapa de uso de água); Evolução da cultura (mapa da sanidade).
É acessível a partir do computador, tablet ou smartphone, ou seja, com controle à distância. A informação oferecida está dividida em três blocos que são atualizados diariamente.

Mapa do uso da água

Com a informação obtida a partir de imagens de satélite, dados meteorológicos, tipo de solo e do estado de desenvolvimento da cultura, é feito um cálculo do consumo de água para cada um dos pixels de seis por seis metros (36m2) e assim produz um mapa de uso da água que nos permite identificar as áreas com mais (amarelo) ou menos (vermelho) consumo de água. Issto significa que utilizamos 275 sondas virtuais por hectare e medimos o uso diário de água da cultura.
Desta forma somos capazes de observar facilmente a heterogeneidade da nossa cultura, podendo identificar áreas que merecem alguma intervenção. O sistema é georreferenciado e se for consultado via telemóvel ou tablet, isso permitirá posicionarmo-nos dentro do mapa para identificar as diferentes áreas e determinar a razão da cultura consumir mais ou menos água (compactação, tipo de solo, número de plantas). Dekalb Smart é capaz de calcular o consumo de água sem a imagem porque o algoritmo funciona igualmente. A imagem alimenta e corrige o algoritmo, mas não é essencial ter uma informação semanal viável. O programa tem a capacidade de prever como a cultura se vai comportar, pois tem informações sobre a previsão do tempo para sete dias. As imagens de satélite são obtidas periodicamente e ficam registadas na conta. A qualquer momento é possível ver a sua evolução e monitorizar como evoluiu o parcela, isto é, informações sobre as necessidades da nossa cultura, as previsões semanais e consumo acumulado até ao momento.

Mapa de sanidade das culturas

Com duas ou três imagens do campo, o sistema analisa a evolução de cada um dos pixels ao longo do tempo e compara-os com os pixels que tem em redor. Se a evolução for igual, o pixel permanece verde, mas se o valor é significativamente diferente, marca o pixel com cor cinzenta ou preta (indicando áreas com um desempenho abaixo do esperado e funcionando como um alerta para determinar a possível causa).

Aconselhamento de rega

Outro aspeto muito importante desta ferramenta, é que leva em conta a previsão meteorológica para sete dias fazendo uma previsão de consumo de água da cultura contribuindo para o planeamento semanal das regas. Também indica quantos dias a cultura levará até entrar em stress se não for regada ou se não ocorrer nenhuma precipitação. Além disso, dá informação sobre qual a dotação máxima para que não ocorra perdas por escorrência ou encharcamento.

Leia aqui o artigo completo - Especial Água

 

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