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Tecnologia deu garantias a um ano de transição

10/11/2021

Fotos: Workmove

Num ano de transição, só mesmo a pandemia é que conseguiu reduzir a ambição da Ascendum Agro, ainda que esta tenha conseguido apresentar parte da sua gama de tratores Valtra na Agroglobal. Nomeadamente os modelos N que, como abolsamia lhe deu a conhecer em junho, apresentam “uma renovação que incide muito no posto de condução e passam a dispor de um ambiente a bordo mais contemporâneo, além de novas possibilidades de comando ao dispor do operador”, características que se aplicam igualmente à série T, esta última ausente no evento em Valada do Ribatejo. “Estamos a apresentar aqui os tratores da 5ª geração, temos os modelos Valtra N como o Golden Rose N175, que já esteve em demonstração no terreno. Não conseguimos ter cá o modelo T, que tem as mesmas inovações do N”, explicou Vasco Pombas, Gestor de vendas & Grandes Contas.

Além dos “novos comandos e instrumentação concentrada à direita”, estes modelos da Valtra “apresentam ainda um monitor principal Smart Touch e um monitor ‘ao alto’ posicionado no pilar. A da cabine para fazer ajustes às definições do motor, do hidráulico e da transmissão”, tal como abolsamia lhe deu a conhecer na sua recente edição de maio/junho. A Ascendum Agro apresentou ainda na Agroglobal o Valtra G135, um trator que se sobrepõe ao N135: o primeiro é mais leve e ágil enquanto o segundo é visto como a versão mais pesada e robusta.

Valtra Connect bem aceite pela maioria dos concessionários
A capacidade de inovação por parte da Valtra estende-se à capacidade de assistência ao operador, daí o reconhecido sucesso do Valtra Connect. “O Valtra Connect alargou-se a outras marcas do grupo, é um serviço de sucesso, disponível para todos os tratores da Série A para cima, oferecendo a Valtra 5 anos deste serviço a partir da Série N.”, disse Vasco Pombas, explicando depois como decorre todo o processo tecnológico: “O operador quando contacta o concessionário, este e a fábrica têm acesso à informação sobre o trator, nomeadamente temperaturas, regimes de rotação, consumos, horas de trabalho, códigos de avaria e localização. Agiliza e facilita muito a vida dos concessionários porque quando os técnicos saem para uma intervenção sabem o que vão encontrar e podem ir preparados para resolver o problema. O cliente fica ligado ao concessionário que fez a venda, podendo durante a vida útil do trator mudar para outro concessionário, ficando a máquina no banco de dados do último concessionário.”

Questionado sobre a forma como os concessionários têm aderido a esta tecnologia, Vasco Pombas vê uma boa resposta no geral: “Sendo um serviço para o cliente final, o concessionário é automaticamente envolvido no processo à medida que os tratores vão sendo registados no sistema. Apesar de alguns concessionários ainda não possuírem máquinas de clientes finais no sistema, a maior parte já trabalha este produto e sabe explicar aos clientes finais todas as vantagens do mesmo. As ultimas formações que temos feito cingem-se sobretudo à área da tecnologia e os concessionários têm aderido de forma geral.”

Balanço positivo e novos negócios em vista
“Se não fosse a questão da falta de matérias-primas, estaríamos até talvez acima do previsto e orçamentado.” A declaração de Vasco Pombas vai direta ao problema, ainda que o balanço de 2021 seja positivo e a perspetiva de futuro animadora. “O ano correu conforme estava previsto, as principais dificuldades são as que todo o setor atravessa, a falta de matéria-prima, e que se traduzem em grandes atrasos na entrega de equipamentos. Temos maiores dificuldades na entrega da Série A”, afirmou Vasco Pombas, revelando-se otimista quanto ao aumento de negócios e parcerias no futuro: “Já tivemos aqui visitas de clientes finais que vêm tirar dúvidas e, outras de potenciais clientes bem como potenciais concessionários que querem ver e conhecer melhor os nossos produtos ou experimentar algum trator.”

 

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