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Stop ao drift na Companhia das Lezírias

06/07/2018

Caffini Drift Stopper. Recuperador de calda

“Queremos pulverizar apenas a nossa vinha, não pretendemos que a calda vá para mais lado nenhum”. O autor da frase é Joaquim Barradas, responsável pelo Departamento de Serviços Técnicos da Companhia das Lezírias, que assim começou a explicação sobre o porquê da aquisição de um atomizador com painéis de recuperação. Por esta altura ainda nos encontrávamos na sede da Companhia, em Samora Correia, num dia solarengo de final de abril. “Com esta máquina temos a certeza que só pulverizamos o necessário, o resto é recolhido e reutilizado”, continuou antes de completar, “outro aspeto importante é, obviamente, o económico. Vai-nos permitir gastar muito menos calda. Acima de 50%”, finalizou.

Nas vinhas da Companhia das Lezírias

Da sede da Companhia seguimos para a Adega de Catapereiro, a cerca de 15 quilómetros e centro de operações do departamento da vinha da Companhia, liderado pelo Engenheiro Bernardo Cabral. “Dos 18.000 hectares da Companhia das Lezírias, 130 são vinha. Vinha esta que tem vindo a ser renovada aos poucos. Neste momento temos 12 hectares em trabalhos de renovação. Os solos são maioritariamente de areia, e estamos num plateau 45 metros acima do nível do Rio Tejo”, enquadrou-nos o responsável.

“Há cinco anos a Companhia das Lezírias implementou um compromisso ao qual demos o nome de ABC 2020. Este compromisso está relacionado com três áreas de atividade: A, de Ambiente; B, de Biodiversidade, e C, de Carbono. Temos feito muito trabalho tendo em vista a redução da ‘pegada ambiental’ que deixamos, investir no estudo e preservação de espécies e, obviamente o Ambiente. É neste âmbito que se enquadra a aquisição deste equipamento. O nosso objetivo é preservar ao máximo o planeta, mostrar que é possível produzir melhor poluindo menos e ainda obtendo melhores produtos”, completou.

Da Adega seguimos para a vinha propriamente dita na caixa-aberta conduzida por Nélio Pereira, o responsável pelo parque de máquinas da Companhia. “Estamos a testar a máquina há cinco dias, naquela fase de habituação dos operadores à máquina, está a ver?” começou por explicar. “Por isso, ainda não fizemos grandes afinações.

Mesmo assim, já conseguimos poupanças na ordem dos 30%. Portanto, acreditamos que seja possível chegar a poupanças superiores a 50%. Sobretudo nestes tratamentos em que ainda há poucas folhas”, elucidou.

“Outra das vantagens é a redução dos tempos mortos. Ao invés de enchermos o pulverizador quatro ou cinco vezes por dia ficamo-nos pelas duas vezes. Começámos os testes há cinco dias e, no final do primeiro, o operador, que estava habituado a encher e utilizar todo o produto, tinha o depósito a meio!”.

Neste momento abrimos a porta da carrinha e, apesar de quente, fazia-se sentir uma brisa. Uma daquelas que pode deitar por terra um dia inteiro de pulverização. Nélio não se mostrou muito preocupado. “Em dias de vento éramos obrigados a parar rapidamente os trabalhos. Com esta máquina, mesmo que exista um pouco de vento é possível continuar a trabalhar, visto que a zona de tratamento está ‘envolta’ pelos dois painéis”. Confirmámos que, mesmo com os painéis a 1,20 de distância, não existia deriva de calda. Teste ultrapassado.

Porquê esta máquina?

Quisemos então saber o motivo pelo qual a decisão recaiu sobre o modelo da Caffini. “Fomos ao mercado estudar a oferta e a Caffini acabou por ser aquela que nos deu mais garantias. Temos também a vantagem de ter a assistência técnica aqui muito próxima (Agrogaspares). Gostámos também da robustez da máquina. Por não mobilizarmos nas entrelinhas existem muitos buracos de coelho aqui, o que leva a que a máquina esteja sujeita a muitos solavancos. Era um fator chave para nós e a estrutura em aço dá-nos segurança nesse aspeto”.

Em relação a possíveis melhorias, Nélio aponta: “Poderia ser um pouco mais alto, mas percebo que não se possa sacrificar a estabilidade da máquina.”

A máquina

O “Drift Stopper” é o pulverizador com painéis de recuperação da Caffini Spa. Está equipado com painéis modulares (disponíveis em diferentes alturas) em polietileno resistente aos agentes químicos e aos solavancos.

Na parte interna dos painéis está localizado o sistema de interceção das gotas, constituído por lâminas em alumínio com um perfil especial que recolhe todas as gotas pulverizadas para fora do cultivo durante o tratamento. Estas gotas são depositadas em pequenos depósitos na base dos painéis para serem enviadas de novo para o tanque principal.

Para otimizar o uso dos produtos químicos e evitar a deriva causada pelo avanço da máquina e agentes externos (tal como o vento) o departamento técnico da Caffini desenvolveu um sistema de cortina de ar vertical e horizontal que evita que as gotas se escapem dos painéis.

A experiência da Caffini com atomizadores de recuperação, bem como os primeiros protótipos do Drift Stopper remontam ao ano 2005. O principal objetivo deste atomizador é realizar um tratamento de qualidade dirigido somente à vegetação, ao mesmo tempo que se recupera o produto que se dispersa pela atmosfera, permitindo uma maior conservação do meio ambiente. A quantidade de produto recuperado varia em função da fase vegetativa das plantas. A Caffini é representada em Portugal pela empresa Manuel Fialho, Lda.

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