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Semeadores Horsch Maestro 8 CV e 8 CX têm como missão aprofundar as práticas de precisão e otimização de recursos

26/05/2021

Em abril, nos primeiros dias de sementeira do milho, visitámos duas casas ribatejanas que estão a fazer nesta campanha de 2021 a estreia de novos semeadores monogrão de precisão da Horsch.
Ainda que sejam ambas de 8 linhas, de configuração rebocada, e semelhantes a nível de chassis, são várias as características técnicas que diferenciam as duas máquinas.
Mas o ponto mais relevante é a missão que ambas têm de assegurar às respetivas casas onde estão colocadas o cumprimento de um ‘road map’, no qual as práticas de agricultura de precisão estão a ser aprofundadas e são indissociáveis da estratégia agronómica.


Maestro 8 CV com sistema de vácuo
Ambrósio Raposo tinha apenas 50 hectares semeados com o novo Horsch quando o visitámos, num campo onde estava a trabalhar, junto a Alpiarça.
Anualmente, faz cerca de 400 hectares de milho, a sua cultura principal, mas vai utilizar o Maestro também para girassol e soja, em menor área.
“Tínhamos um semeador mecânico, mais pequeno, com dez anos. Com este conseguimos aumentar muito a capacidade de trabalho”, começou
por dizer.
 

Aplicação de taxas variáveis e controlo de secções
Outro ponto que realçou é a possibilidade de aplicar densidades variáveis – de adubo, semente e microgranulado –, uma funcionalidade que está agora a usar, tendo por base os mapas de produção de anos anteriores e em alguns sítios também o levantamento da condutividade elétrica e as análises de solo.
Adicionalmente, como o sistema inclui controlo de secções, Ambrósio está a utilizar esta funcionalidade para abolir o desperdício de semente com sobreposições indesejadas e para redefinir a abordagem aos contornos dos pivots e outros obstáculos. 



Controlo automático da pressão ao solo
O agricultor falou ainda do controlo de pressão AutoForce e da autonomia. “É muito importante nesta máquina porque consegue deixar todas as sementes à mesma profundidade, e isso é determinante depois para garantir emergências uniformes. E acho que é assinalável a capacidade das tremonhas. Consigo pôr muito adubo e muita semente e fazer logo muitos hectares sem reabastecer. Antes tinha de parar muito mais vezes”, explicou.
Abílio Pereira, responsável pelos produtos Horsch na Lagoalva, acompanhou-nos nesta visita e realçou a este propósito que “a questão principal é colocar a semente no solo a uma profundidade uniforme e o sistema AutoForce garante que 80 a 90% das sementes emergem em dois dias”.
 

Compatibilidade imediata com o trator
Adiantou também que presentemente é muito fácil pôr estas máquinas a funcionar. “São ISOBUS, ligam-se ao trator e estão prontas a trabalhar. Depois há a parte de formação dos agricultores e dos operadores, mas ao final do primeiro dia todas as máquinas estão a semear e a andar a uma velocidade já razoável”.
 

Distribuição por vácuo, para milho e sementes sensíveis
O Maestro 8 CV de Ambrósio Raposo é servido pelo sistema hidráulico do trator e está equipado com distribuição por vácuo. Este sistema faz a sucção do ar que passa pelos orifícios do disco distribuidor de semente, levando a que os grãos fiquem colados ao disco na superfície oposta.
“O sistema de vácuo ainda tem muito para se aprofundar. É mais versátil para alguns tipos de semente mais sensíveis, como amendoim, beterraba, colza e girassol, porque não as sujeita a uma pressão excessiva”, referiu o especialista de produto da Lagoalva.
A Horsch estabelece que a velocidade de trabalho dos semeadores com sistema de vácuo pode ir até aos 12 km/h.
Ambrósio Raposo continuou a jornada aos comandos do seu Fendt 516 Vario e nós rumámos ao outro lado do Tejo.


 

Pressão até 350 kg em cada linha

O sistema AutoForce regula a pressão ao solo em função das condições que o semeador vai encontrando ao longo do campo, podendo aplicar uma pressão máxima de 350 kg por linha. “A máquina adapta-se, quer esteja perante uma areia fofa ou uma argila em sementeira direta”, refere Abílio Pereira. É um processo automático e constante, gerido por sensores de pressão instalados em duas linhas de sementeira (a linha 2 e a linha 7).

 

Maestro 8 CX com sistema de sobrepressão

Na Azinhaga, fomos assistir ao avanço da sementeira na exploração de João Coimbra, onde também se faziam os primeiros dias de trabalho com um Horsch Maestro. Por coincidência, a fazer igualmente parceria com um Fendt 516 Vario, neste caso operado por David Marques. 
Com tremonhas pressurizadas e com distribuição por sobrepressão, o Horsch adquirido por João Coimbra é um Maestro 8 CX, modelo que chegou ao mercado este ano e o primeiro colocado em Portugal.
Na Quinta da Cholda, este semeador vai fazer exclusivamente sementeira de milho numa área total de 500 hectares, dos quais 20 hectares em sementeira direta.
João Coimbra começou por indicar alguns motivos que sustentaram a decisão de adquirir esta máquina. “O Horsch tem VRT nos três níveis de distribuição, e tem controlo de profundidade, que é fundamental nos nossos solos muito heterogéneos”, disse.

Variabilidade das condições de solo
“Por exemplo aqui onde estamos, temos uma parcela com terra forte numa ponta e areia na outra. A mesma regulação de um semeador convencional não funciona. Vamos ter de fazer compromissos. Vai ser mal semeado numa zona e mal semeado na outra e fica estatisticamente na média. Mas ficam todas as zonas mal semeadas. O que pretendemos é diminuir esses erros e o semeador da Horsch pareceu-nos bastante equilibrado para poder gerir esta variabilidade”, explicou, enquanto ia coordenando com a sua equipa algumas tarefas logísticas que estavam a decorrer em paralelo com a sementeira. 

Semear em camas pouco mobilizadas
A robustez estrutural é outra característica realçada. “Parece-me uma máquina extremamente robusta, que é o que nós precisamos porque fazemos mobilizações muito simplificadas. Nas zonas de sementeira convencional praticamente já quase não fazemos operações. Quando vamos semear, temos uma terra ainda torta e com cama de sementeira mal preparada porque é assim que estamos a abordar a redução de mobilizações”. Das seis a oito passagens com grade de discos, nesta casa passou a fazer-se entre uma a três passagens.
Este semeador está preparado para garantir ainda o trabalho de sementeira direta, um outro argumento que pesou na decisão. E além disso, por ser rebocado “torna todo o sistema mais ligeiro”, embora também vá obrigar a alguma reorganização fora do perímetro dos pivots – nas cabeceiras e nas zonas onde a rega é feita com aspersores – a pensar na operação de sacha.
João Coimbra tem vindo a obter produções entre as 16 e as 18 toneladas por hectare de média global, mas com variações entre os 14 e os 22 hectares dentro das parcelas. E o objectivo é utilizar o máximo de informação para melhorar naquelas zonas onde as produções são mais baixas.

Usar informação para tentar obter ganhos na produção
“As nossas produções estão muito estabilizadas e na maioria dos casos já é muito difícil acrescentar grande produção. Desde que introduzimos a agricultura de precisão, em 2014/15, o objetivo é manter a produção nestes níveis e reduzir drasticamente os custos em todos os aspetos. Mas há casos pontuais onde estamos a tentar detetar qual é o fator limitante [para aumentar a produção]. Estamos numa fase em que já é preciso muita informação. Precisamos de perceber se há técnicas ou fatores limitantes que possamos compensar. É o que estamos a fazer neste solo ao aplicar VRT na semente”, referiu.
 

Velocidade mais alta de sementeira
Embora a velocidade não seja o aspeto mais importante, anteriormente era usado um semeador que fazia velocidades entre os 4 e os 5 km/h e a expectativa é usarem o novo a velocidades entre os 6 e os 10 km/h. Vão testar, vai ficar registado e de futuro vão comparar com as produções para verificar qual é a correlação que existe entre velocidade de sementeira e produção obtida.
Com a velocidade a passar para o dobro e a largura de trabalho a ser cerca de 30% superior, João Coimbra vai tentar que este semeador faça todo o trabalho, embora admita que possa recorrer a prestadores de serviços nas campanhas em que o intervalo de tempo para semear seja muito curto.
 

Tremonha centralizada facilita abastecimento
Junto ao Maestro 8 CX, Abílio Pereira explicou-nos que “a base é a mesma [do 8 CV] mas o sistema de armazenamento e de distribuição de semente é completamente diferente”.
“A semente está numa tremonha centralizada. Isto permite ter sempre semente em todas as linhas e o abastecimento é mais rápido”, adiantou. Outra vantagem que Abílio antevê é que de futuro a semente venha a ser vendida em big bags também no mercado europeu, como já acontece nos Estados Unidos, o que a verificar-se pode representar uma economia de 25 a 27 Eur/ hectare, e este tipo de tremonha adequa-se a esse formato.

Sobrepressão obtém maior equidistância de sementes na linha
Mas a diferença mais relevante do CX está num sistema hidráulico próprio, acionado através da TDF do trator, e sobretudo no sistema de distribuição que em vez de vácuo funciona por sobrepressão.
“O sistema de sobrepressão permite transportar a semente desde a unidade de distribuição até ao solo por uma corrente de ar na ordem dos 50 km/h. A semente, em vez de ser sugada contra os orifícios do disco, é empurrada. Quando dá a volta no disco, em vez de cair livremente, é empurrada para o solo pela mesma corrente de ar, encaminhada por um tubo condutor mais fino, que induz a uma maior precisão. Existe depois uma roda de compactação que é indispensável para a semente não ressaltar quando entra em contacto com o solo e estabilizar no local exato pretendido”, concretizou Abílio Pereira. 
A Horsch estabelece que a velocidade de trabalho dos semeadores com sistema de sobrepressão pode ir até aos
15 km/h.

 

O Maestro 8 CX foi configurado com uma ferramenta que está a ser estreada pela Horsch no campo da digitalização

A telemetria HorschConnect assenta num módulo que faz a ligação entre o cliente, a máquina e o fabricante. Permite fazer testes de linha única, assegura a transferência de dados para a nuvem e para dispositivos móveis onde o utilizador tenha instalada a App Horsch MobileControl, permite fazer atualizações de software, bem como executar diagnósticos remotos. E estão a ser desenvolvidas outras funcionalidades.

João Coimbra mostrou-se entusiasmado com as possibilidades do sistema. “Estamos apenas no quarto dia de sementeira e, basicamente, pretendemos que o telemóvel vá ajudando às calibrações. Esperamos, de futuro, tirar todo o partido desta tecnologia”.

 

Lagoalva representa a Horsch 
Com sede em Alpiarça, a Lagoalva representa a Horsch nos mercados de Portugal e Angola. O processo de venda passa por definir as características adequadas à situação de cada cliente, o que numa marca como a Horsch significa entrar num vasto universo de possibilidades, desde os elementos principais da máquina aos pormenores mais minuciosos, e passa pelo acompanhamento ao cliente a nível de formação e assistência técnica. 


Preço
No segmento de semeadores de precisão de oito linhas da série Maestro, os clientes podem optar por diferentes variantes.
Os PVPs propostos pela Horsch são os seguintes:

- Maestro 8 RV, em configuração montada aos três pontos e tremonha frontal, a partir de 48 250 Eur + IVA.
- Maestro 8 CV, em configuração rebocada, a partir de 76 800 Eur + IVA.
- Maestro 8 CX, em configuração rebocada, a partir de 82 500 Eur + IVA.

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