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Teste em campo

Nova caixa robotizada no Dynamic Command da New Holland

17/05/2018

Foi nas instalações e nos campos da La Diamantina, uma organização de produtores da região agrícola de Ferrara, em Itália, que se realizou o teste em campo da New Holland, no verão de 2017.

No âmbito deste evento, exclusivo para os media que integram o prémio Tractor of The Year, fomos dos primeiros a experimentar a nova transmissão Dynamic Command (DC). Trata-se de uma full-powershift robotizada que se posiciona na oferta da New Holland enres dois tipos de caixa até agora propostos: a Electro Command (EC), semi-powershift, e a Auto Command (AC), de variação contínua.

A gama T6

Os T6 estão bem implantados junto dos agricultores portugueses, bem como noutros mercados um pouco por toda a Europa. Como a atual geração desta série ainda tem pouco tempo no ativo, as alterações que recebe para 2018 são de pormenor.

A grande novidade é a chegada de uma nova caixa robotizada desenvolvida internamente pela New Holland. Tanto o T6.175 como os seus irmãos T6.145, T6.155 E T6.165, podem ser configurados com esta caixa Dynamic Command de dupla embraiagem.

Inovação na Dynamic Command

Composta por oito relações distribuídas por três gamas, nesta gama todo o escalonamento de relações foi repensado. Os responsáveis da marca começaram por anunciar que a sua construção obedeceu a um critério: disponibilizar o número certo de relações, precisamente onde elas fazem falta.

Comparativamente à EC (de 16 velocidades), a DC (de 24 velocidades) em menos uma ama e o dobro das relações dentro de cada gama. Na prática, isto significa que vai ser necessário alternar menos vezes entre gamas.

O operador pode inclusive optar por conduzir em modo manual ou em modo automático, deixando neste caso entregue ao sistema a tarefa de definir qual é a melhor relação a ser utilizada em cada momento, em função da carga a que o trator está exposto.

A DC pode funcionar em modo auto desde a primeira à última relação, porque, caso o operador assim pretenda, a passagem de gamas é também automática.

Manete CommandGrip

A CommandGrip, que é a manete multifunções conhecida da caixa AC, passa a ser usada também na DC. Mas há duas diferentes configurações: manete fixa, em que a transmissão é comandada em dois botões; ou manete móvel, em que se empurra para a frente para subir a relação e para trás para reduzir. A manete móvel tem um custo adicional de cerca de 700 Eur.

Preço competitivo

Para a mesma configuração de equipamento do trator, e considerando a EC como a transmissão standard, a DC custa mais 3.000 Eur, e a AC custa mais 10.000.

Motor e hidráulico

O motor FPT de 4 cilindros está adequado para o nível e emissões Tier 4F, e o hidráulico surge com a mesma performance e possibilidades de configuração, podendo, no entanto, incluir ISOBUS 3, possibilidade que não existe nas caixas EC.

Cabine e conforto

A outros níveis, há apenas mudanças de pormenor nesta versão dos T6 em 2018: o joystick para carregador frontal tem um novo formato, o eixo dianteiro surge reforçado, podendo incluir a funcionalidade CustomSteer para ajuste de rácio de viragem, e no exterior os espelhos
apresentam um angulo maior, para cobrir as “zonas cegas” em redor do trator.

A nossa apreciação

Conduzimos o trator engatado num reboque de tipo banheira, da marca Crosseto, sem carga. O troço de estrada era muito diverso, com algumas retas, mas também rotundas apertadas e cruzamentos que obrigaram a constantes paragens e arranques. A experimentação em campo foi mais breve, devido a uma bátega de água que deixou o solo em condições impróprias.

Em ambas as situações, a transmissão revelou-se muito cómoda e os gráficos disponibilizados no monitor provaram ser uma peça essencial para navegarmos ao longo do escalonamento, inclusive para pularmos alguns carretos sempre que deu jeito.

 

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