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Grupo RON estreia-se na Agricultura com AGRORON e várias parcerias

21/01/2026

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Com raízes em Vale Tacão, no concelho de Leiria, o Grupo RON nasceu do espírito empreendedor de Rafel Oliveira, que, então a trabalhar com o seu sogro, percebeu a carência de serviços na preparação de terrenos para pinhais. Motivo pelo qual decidiu adquirir a sua primeira escavadora Hitachi, para, a partir daí e passo a passo, fazer crescer uma operação de génese então familiar, até à empresa de referência em engenharia e movimentação de terras que a RON é hoje em dia.

Segundo a contar da esquerda, Rafael Oliveira é o homem e a alma do Grupo RON

Responsável por projetos de grande escala em energias renováveis e obras públicas, desenvolvidos segundo princípios que a própria empresa descreve como de “Confiança e Rigor”, a entrada no agronegócio teve na base, conforme explicou o fundador da RON à revista abolsamia, uma “decisão estratégica, impulsionada por duas frentes: a observação das necessidades dos agricultores locais e o impacto de grandes projetos regionais como a Barragem do Pisão”.

Motivado, igualmente, pelo “sonho de ter um concessionário de tratores”, capaz de ajudar a colmatar a “falta de assistência rápida e de peças (como tubos hidráulicos que rebentam e param a produção)” que afeta os agricultores da região, Rafael Oliveira aproveitou, ainda, a oportunidade para adquirir os pavimentos da antiga EPAC, em Fronteira, para aí fundar a AGRORON. Empresa que promete ser “o braço tecnológico e de apoio logístico que faltava ao setor”, aproveitando a experiência acumulada pela RON em máquinas pesadas, para oferecer “um serviço de excelência para a agricultura”.

Com a nova empresa, Rafael Oliveira garante assegurar não apenas “proximidade e assistência”, através de disponibilização de “oficinas especializadas”, como “tecnologia de ponta”, “drones agrícolas, tratores, máquinas inteligentes e vibradores de azeitona de última geração”. Além de uma “centralização de serviços” e “uma loja de 700 m2, onde o agricultor encontra desde fitofármacos a peças hidráulicas”.

A ajudar a estes objectivos, as parcerias já materializadas e que asseguram a oferta de produtos de marcas como a “Claas, Sicma, Attalink, Dji, Kawasaki, Komatsu, Iseki e Antonio Carraro, entre outras”, com a garantia de que, “embora a sede física esteja em Frontera, para servir o Alentejo, a prestação de serviços no domínio da assistência técnica e comércio terá uma cobertura nacional”. Graças, também, à promessa de um “investimento contínuo na formação de equipas técnicas, capazes de fazer da AGRORON sinónimo de inovação tecnológica em Portugal”.

Governo destaca interesse no agronegócio

No evento de lançamento da AGRORON, que decorreu em Fronteira, no passado fim-de-semana, esteve presente, entre outras individualidades, o Secretário de Estado da Agricultura, Eng. João Moura, que, em declarações exclusivas à revista abolsamia, realçou o facto de uma empresa nascida “no centro do País” e “na área da construção civil”, investir “neste território magnífico” que é o Alentejo. Considerando “muito significativo este potencial que resulta de, empresas oriundas de outras áreas, verem no agronegócio potencial de crescimento e de investimento”.

CLAAS aponta a 200 tratores ano

Entre as empresas que decidiram aceitar o repto de Rafael Oliveira, o responsável de vendas da CLAAS para a Península Ibérica, Diego Urbina, fundamentou, também em declarações à abolsamia, a decisão, no facto de Portugal ser “um mercado muito importante para nós” e “já estávamos à procura de um novo concessionário para cobrir esta zona do Alentejo”. “Esta zona valerá cerca de 200 tratores/ano, sobretudo nas potências acima dos 50cv, o que torna este novo concessionário muito importante para nós”.

De resto, a demonstrar a importância dada pela CLAAS a este novo representante, a presença, ainda, do responsável para os mercados do sul da Europa, o italiano Paolo Tencone, o qual recordou que, “depois de um ano de 2025 muito difícil, as perspectivas, para 2026, são de recuperação”. Em Portugal, “o objectivo passa por reforçar a presença da CLAAS, já que vemos oportunidades, em particular, durante a segunda metade de 2026.”

Iseki vê “o melhor de dois mundos”

Mas se a marca alemã aposta nos patamares acima dos 50cv, para os patamares abaixo, o parceiro escolhido pela AGRORON foi a japonesa Iseki, cuja importação para Portugal está a cargo da Moviter. Cujo responsável para o agronegócio, João Bizarro, recordou, em declarações à revista abolsamia, que o convite veio juntar “o melhor de dois mundos: não tínhamos concessionário nesta região e a AGRORON surge como um projeto ambicioso e com muito potencial. Por isso, dissemos, desde a primeira hora, ‘contem connosco’”.

Sobre a parceria, Bizarro explicou que foi atribuído à AGRORON “o distrito de Portalegre”, o qual, em termos de tratores compactos, abaixo dos 60cv, deverá “rondar os 30 tratores/ano. Acredito que a AGRORON possa chegar a 30% da quota de mercado logo no primeiro ano, ou seja, 8 a 10 tratores, e, depois, consolidar nos 35% a 40%, uma vez que os principais concorrentes não trabalham bem este segmento”.

Antonio Carraro e Reboal também presentes

Finalmente, também presente numa inauguração em que não faltou, sequer, a animação, música e petiscos, além da exibição de muitos equipamentos provenientes dos vários parceiros, a italiana Antonio Carraro, liderada pelo responsável comercial para os territórios do centro e sul de Portugal e Espanha, José Ignácio Garcia. O qual destacou o “potencial de crescimento que a agricultura especializada tem nesta área”, sendo esta uma oportunidade para “trabalhar e dar as ferramentas necessárias aos agricultores da região”.

Da parte da portuguesa Reboal, o seu responsável comercial, Carlos Araújo, revelou, à abolsamia, que o desafio começou por ser-lhe lançado “pelo Paulo Simões, comercial da AGRORON, durante a última Agroglobal”, sendo que, a parceria com a AGRORON, vai centrar-se, principalmente, “nos reboques e cisternas”.

Não sendo concessionário, a AGRORON vai poder trabalhar uma área que vai “desde Abrantes, Castelo Branco, até ao Baixo Alentejo”, território que pode ajudar à sua afirmação, até porque se trata de “uma empresa ainda jovem”. Para a Reboal, “o objectivo passa por continuar a crescer e evoluir”, concluiu Carlos Araújo.

 

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