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FNA - Projeto belga dá novo impulso à Goldoni

13/07/2021

Os tratores Goldoni especializados S e Q foram a maior novidade da Sagar na Feira Nacional da Agricultura (FNA), com séries 80, 100 e 110, numa aposta da marca italiana que pertencia a um grupo chinês e mudou recentemente de mãos: foi adquirida por um grande grupo belga, de construção, que tem um renovado projeto de aposta em tratores especializados entre os 50 e os 110 cv, bem como motocultivadores.

Para João Lopes, gerente da Sagar, esta entrada em campo do Grupo Keestrack  vai dar outra dimensão à Goldoni: “Com o aparecimento do mercado asiático e indiano, apostar só no preço começa a ser muito difícil, tem de se ter mais qualquer coisa, mais qualidade, mais tecnologia. E essa é a aposta deste grupo belga que comprou a Goldoni. Tive um contacto com eles, logo após concluírem a aquisição e senti-os muito determinados em serem os melhores do mercado a nível mundial. E isso é muito importante, pensam não só no preço mas no pós-venda, na fidelidade do produto. São pessoas de mangas arregaçadas, sabem do que estão a falar e têm uma ideia bem definida.”

Se em 2020, a Forte teve um bom ano e acabou por não sentir o impacto da pandemia, o mesmo não se pode dizer de 2021. “No ano passado não houve paragem, foi um bom ano. Mas estamos agora a sofrer o impacto da pandemia de certa forma pela falta de produto que as fábricas têm. Em vez de entregarem os materiais a 60 dias, estão a fazê-lo a 6 meses ou até mais.” Prova disso mesmo é que a Forte encomendou novos tratores da Fendt em março que não chegaram a estar presentes no seu stand, na FNA, devido aos atrasos. Mas a série Fendt 200 Vario promete mesmo supreender: conhecida pela sua alta capacidade de manobrabilidade, passou por uma metamorfose completa mais de 10 anos após o seu lançamento.


A série de tratores Fendt 200 S Vario oferece cinco modelos:
Fendt 207 S Vario, Fendt 208 S Vario, Fendt 209 S Vario, Fendt 210 S Vario e Fendt 211 S Vario, com a potência a variar de 79 a 124cv. Além disso, a cabine espaçosa e organizada do Fendt 200 S Vario é mais elevada do que as anteriores e oferece mais pé-direito: nesta cabine, o operador tem à disposição um joystick multifuncional, que lhe permite fazer uma operação mais confortável e intuitiva da máquina. Destaque ainda para as novidades que trazem maior conforto ao operador e co-piloto nos longos dias de trabalho: assento acolchoado, compartimento refrigerado para armazenamento de bebidas, sistema de aquecimento de pés e no teto da cabine para os dias frios de inverno.

 

“Renovação do Parque de Máquinas é mentira total”

A Agricultura 4.0 foi um assunto bastante discutido na conversa com João Lopes e o também gerente da Forte não tem dúvidas em apontar o dedo ao governo num erro cometido no processo da renovação do Parque de Máquinas Agrícolas em abril e maio. “Em Portugal, 20% a 30% dos nossos agricultores estão ao nível do melhor do Mundo, tendo já dado provas disso. Mas dizer agora que o governo apoia ou dá algum tipo de ajuda para que isso aconteça, não é verdade. Se toda a Europa disparou, na França, Alemanha, Itália ou Espanha houve uma aposta muito clara no 4.0 e Portugal não fez isso. Portugal apostou nos outros 80%: quiseram substituir tratores obsoletos, de agricultores de part-time enquanto a Europa apostou na inovação do 4.0 a sério, ficando todos os outros países mais ricos e o nosso mais pobre”, observou, explicando melhor: “Todos os tratores que estão a ser abatidos, a maioria deles já não trabalhava, por isso, não eram poluentes e os que vão ser comprados serão tratores sem características nenhumas, em vez de irmos pelo 4.0 estamos a ir pelo 0.0. Não vamos evoluir nada, antes continuar a encomendar os tratores de Espanha e outros países. A nossa ministra, talvez influenciada pelo Ministro do Ambiente, foi pela parte política de retirar tratores obsoletos para substituir... esses tratores estavam parados, não muda o paradigma. Se apostássemos no 4.0, teríamos maior capacidade de exportação num futuro breve e ficaríamos mais ricos e competitivos neste mundo tão agressivo. O nosso País optou por uma questão política, que é uma mentira total.” 

Para João Lopes, até o conteúdo e a forma da mensagem foram errados: “A forma como foi apresentada a ideia foi em torno da poluição, parecia que estava a ser apresentada para urbanos e não para agricultores. A estes devia ter sido explicado o que é o 4.0.”

 

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