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Dois Dedos de Conversa

É um prazer enorme rodar a chave de cada trator

09/08/2019

No local onde ficamos a conhecer um pouco melhor os agricultores e tratoristas do nosso país, Bruno Bettencourt Melo, que utiliza o Facebook e Instagram para divulgar o seu dia-a-dia no campo, afirma-se divertido por natureza e conta como passa horas de prazer ao volante do trator.

Tem ligação familiar à agricultura?
Sim, sempre que me lembro, já os meus avós tinham umas terras e umas vaquinhas. Com o avançar dos anos foram investimentos feitos pelos meus pais que aumentaram o efetivo, e como sempre andei no campo desde muito novo também cedo decidi que era nesta vida que iria fazer o meu futuro.

Com que idade se começou a interessar pelas máquinas?
Na minha infância, o meu pai tinha um Fiatagri 45-66 e eu fiz muitas horas sobre o guarda-lamas da roda traseira esquerda. Na altura adorava andar pelo campo, ao contrário das outras crianças. Claro que muito cedo fui colocado atrás do volante para ganhar entusiasmo e isso fez despertar a vontade de querer mexer nas máquinas.

Como descreve essa sensação?
Tenho a sorte de viver num lugar que considero mágico. Já pude operar muitos tratores diferentes ao longo destes anos e fazendo muitas operações no campo. Hoje em dia, a tecnologia traz-nos muitos benefícios para o trabalho no campo, mas há sempre um prazer enorme quando salto para o assento e rodo a chave de cada trator.


O que lhe facilita a vida nas máquinas com que trabalha?
Atualmente, o Comfortip no Deutz Agrotron 6180 C-Shift. A facilidade com que, apenas com um toque, posso ordenar o trator fazer várias tarefas sem ter de mexer em vários manípulos ou botões. Fazer rolos com a McHale ou ceifar erva é tão fácil como ir dar uma volta ao fim-de-semana em modo passeio.

Quais as tarefas que mais gosta de realizar?
Gosto bastante de começar cedo a ceifar erva e acabar o dia a enrolar fardos redondos. Passar o dia no campo, com paisagens lindas e cheias de cor ajuda a passar as horas com imensa felicidade. Assim o trabalho rende e faz com que se goste realmente do que se faz.

Quando está no trator o que prefere ouvir?
Adoro ouvir o barulho de um motor, o som de uma alfaia que está a trabalhar toda afinada. Mas sempre acompanhado com uma música fica ainda melhor.

Dar massa e limpar o filtro fica para outro dia?
Devido ao excesso de trabalho que havia na altura da exploração leiteira, muitas das vezes tinha de ser. Acabava uma coisa e tinha de avançar logo para outra por causa de horários apertados na entrega do leite. Só podia voltar a pegar nas máquinas de manhã cedo e nessa altura fazer as manutenções.

Qual é a melhor parte de trabalhar na agricultura?
A paz que o campo e os animais me trazem. Gosto de estar e ter comigo as pessoas que me fazem bem e proporcionar também a essas pessoas momentos de felicidade e que possam desfrutar da simplicidade que a vida nos mostra no campo

Qual é a parte mais frustrante de trabalhar na agricultura?
Sem dúvida que as avarias. Viver no paraíso tem destas desvantagens...

Tem intenção de procurar trabalho noutro ramo?
Nunca me tinha imaginado sequer a pensar nisso. Infelizmente, a saúde e o futuro do setor, por cá, está bastante ameaçado. Já tive de fazer alterações nos meus sonhos que não tinha planeado e isso deixou-me bastante triste.

E para lá da agricultura? O que faz quando não está a trabalhar para a exploração/empresa?
Passear pelas paisagens da ilha, quer seja de moto ou de pick-up. Convívios em família e amigos. Ou simplesmente deitar no sofá a relaxar as articulações dos dias mais intensos.

O que é que o faz rir?
Gosto muito de gente feliz. Onde não existe felicidade eu tento fazê-la chegar. Sou divertido por natureza e até gosto mais de fazer rir do que rir.

O que é que o chateia?
As injustiças. Detesto mentiras e faltas de respeito. E avarias!

Se ganhasse a lotaria qual seria a primeira coisa em que investiria?
Adorava ter um plafond sem limites porque, aí sim, ia realizar o sonho de infância. Vacas felizes e a luta de uma vida inteira.

É leitor da revista abolsamia? De que rubricas?
Agora, no formato digital. Por ser mais simples de aceder em qualquer lugar. Adoro as análises e as provas de campo, as apresentações de novidades de tecnologia. Desde sempre me lembro de ver e ler a revista. Em pequeno cheguei até a ganhar um Valmet 4100 em miniatura, num concurso de desenho para a revista.

 

 

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