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Entrevista

Dois dedos de conversa com…Gonçalo Póvoas

09/08/2018

Abolsamia: Onde trabalha?
Gonçalo Póvoas: Sou empregado na Intergados S.A. que tem 7 explorações de suinicultura intensiva.

Qual é a atividade da empresa?
Produção e transformação de animais suinícolas.

Usa as redes sociais para divulgar o dia-a-dia no campo?
Sim, Instagram e Facebook.

A sua família trabalha no campo e é daí que vem a ligação ao setor?
Desde, pelo menos, o tempo do meu avô paterno que a minha família está diretamente ligada ao campo e ao sector da agropecuária.

Com que idade se começou a interessar por máquinas agrícolas?
Desde muito pequeno que via e ajudava o meu pai em todos os trabalhos agrícolas e pecuários, e, sempre que possível sentava-me ao colo dele e conduzia o trator. Assim que consegui chegar aos pedais da embraiagem, travões e acelerador foi uma questão de tempo para ganhar a confiança dele e a independência na condução da máquina.      

Tem intenção de procurar outro trabalho?
É claro que queremos sempre mais e eu como jovem que sou estaria a mentir se dissesse que quereria ficar para sempre dentro de um trator. Apesar de gostar imenso do que faço, o principal objetivo quando terminar a licenciatura é exercer profissão na área agrícola, mas sempre no setor da mecanização agrícola.

Qual é a melhor parte de trabalhar na agricultura?
A paz que a natureza oferece em harmonia com o ar puro passando pelas folhas das árvores, bem como o canto dos pássaros.

Qual é a parte mais frustrante de trabalhar na agricultura?
Condições atmosféricas sem dúvida. Dependendo do serviço é claro, mas sem dúvida a maioria dos serviços está, por vezes, dependente de condições edafoclimáticas razoáveis.
Quando não se pode, ou deve entrar no campo é frustrante para o operador e/ou para o agricultor.

Quando está no trator, o que prefere ouvir? (o barulho do motor, música)?
Nunca fui adepto de níveis elevados no que toca ao volume do rádio, por isso posso afirmar que gosto de ouvir as duas coisas ao mesmo tempo. E, como é óbvio, é de frisar que é sempre importante estar alerta a qualquer barulho estranho vindo do trator ou da alfaia.

Gostava de trabalhar noutro ramo?
A minha paixão pela agricultura sempre passou, em particular, pela mecanização agrícola, mas se algum dia a vida se proporcionar para outro ramo vou com gosto desde que não saia da área agrícola ou pecuária.

Dar massa e limpar o filtro fica para outro dia?
Trabalhando na própria exploração ou mesmo por conta de outrem tento ser sempre o mais profissional possível. Níveis de óleos, água e filtros são cuidados diários que aprendi a ter bem como, sempre que possível atesto o depósito para que não haja condensação de água dentro do mesmo.

E para lá da agricultura? O que é que faz quando não está a trabalhar para a exploração?
Não menos importante que a vida profissional tento terminar os estudos em agronomia na Universidade de Évora.

O que é que o faz rir?
Sendo eu de um ótimo sentido de humor muito me faz rir, mas nada como uma boa anedota de alentejanos.

Se ganhasse a lotaria, qual seria a primeira coisa em que ia investir?
Dependendo do valor, mas investiria certamente em primeiro lugar na investigação e desenvolvimento de uma ideia que tive há 3 anos relacionada com alfaias de sementeira direta, a qual requer muitos zeros à direita.

É leitor da abolsamia? De que rubricas?
Leitor assíduo. Gosto e admiro o trabalho da revista em geral mas gosto em particular da rubrica “Antigamente era assim...” porque sempre achei interessante toda a evolução agrícola, mecânica e tecnológica desde a primeira metade do sec. XX.

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