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Covid-19: Mercado italiano de máquinas agrícolas afunda 15% em março

22/04/2020

Mesmo com a reabertura da maioria das principais fábricas, a segunda metade do ano permanecerá condicionada pela redução nos volumes produzidos e pela menor capacidade de investimento das explorações agrícolas.

Em comunicado dirigido aos órgãos de comunicação social, a FederUnacoma, associação italiana de construtores de maquinaria agrícola, sublinha que este mercado está a pagar o preço da emergência sanitária e que em março observa quedas visíveis nos tratores (-34,4%), nas tecnologias de recolha e ceifa (-12,5%), tratores com plataforma de carga (-21,1%), reboques (-39,3% ) e manipuladores telescópicos agrícolas (-10,5%).

Bloqueio total
Em março houve uma desaceleração progressiva da produção (com o encerramento por razões de segurança de muitas empresas fabricantes, que culminou no bloqueio total de atividades após o Decreto ministerial de 25 de março. Além disso, em alguns casos, a interrupção dos procedimentos de registo no Departamento de Veículos Automotores, causada pelas medidas de precaução adotadas pelas organizações públicas, também afetou os dados estatísticos de março.

Nas estatísticas referentes ao primeiro trimestre do ano - elaboradas pela FederUnacoma com base nos dados referentes aos registos fornecidos pelo Ministério dos Transportes -, os valores de março são compensados pelos referentes aos meses de janeiro e fevereiro, ainda não afetados pela emergência da epidemia. Em relação à média do trimestre, os registos de tratores caíram 14,6%, os de reboques 17,4%, enquanto houve resultados positivos para tratores com plataforma de carrega (+ 2,6%) e manipuladores telescópicos (+ 9,1%).

O bloqueio total de produção e comercialização de máquinas que caracterizou a primeira quinzena de abril pesará nos resultados do próximo trimestre. Mesmo com a reabertura de instalações industriais – observa ainda a FederUnacoma -, os volumes produzidos serão reduzidos significativamente, devido à necessidade de cumprir as regras de segurança e prevenção nas fábricas.

Como consequência, o mercado também terá menores quantidades de máquinas disponíveis, a que acresce o cenário da menor capacidade financeira dos potenciais clientes. As previsões para o segundo trimestre apontam para a continuação da fase negativa, esperando aquela associação que a chegada do Verão e a atenuação da emergência possam incentivar uma recuperação mais robusta das atividades do setor.

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