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Como o Cronos LG NVS responde aos desafios da citricultura algarvia

06/08/2026

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A citricultura é um dos pilares da economia agrícola do Algarve, região responsável por cerca de 85% da produção nacional de citrinos e por um volume anual que ultrapassa as 335 mil toneladas nas melhores campanhas.

Mas esta importância económica convive hoje com desafios de peso, desde a escassez de água às alterações climáticas, passando pela pressão de pragas como a Mosca-da-Fruta e a vigilância sobre a Psila Africana, vetor do Huanglongbing. Foi a pensar em responder a parte destes desafios que a Pulverizadores Rocha desenvolveu a gama Cronos LG NVS. 

Chegar ao interior da copa faz toda a diferença

As copas das laranjeiras e tangerineiras apresentam uma densidade foliar elevada, o que dificulta a penetração da pulverização até ao interior da árvore. Quando o fluxo de ar não é suficiente ou a calda não se distribui de forma uniforme, o produto fica retido na zona exterior da copa ou perde-se por deriva e escorrimento, o que reduz a eficácia do tratamento. De forma a responder a esta exigência específica, a equipa de Investigação e Desenvolvimento da Pulverizadores Rocha colaborou com produtores, técnicos e distribuidores da região algarvia para criar a gama Cronos LG NVS.

O elemento mais distintivo da gama é a coluna de ar em formato de lágrima, cuja geometria foi concebida para acompanhar o perfil natural das copas de citrinos. Esta configuração direciona o fluxo do ar de forma mais uniforme ao longo da vegetação, o que favorece a penetração da pulverização nas zonas interiores da copa e aumenta a cobertura das superfícies foliares. Ao acompanhar o contorno das árvores, a coluna reduz ainda o contacto mecânico com ramos, flores e frutos, o que minimiza danos durante os tratamentos.

Mais débito de ar, maior eficiência

No coração do Cronos LG NVS, encontra-se a sua turbina, que permite débitos de ar que atingem cerca de 61.900 m³/h na turbina de 820mm e 83.800 m³/h na de 920mm, mantendo baixa a absorção de potência do trator (acima dos 50cv para a turbina de 820mm e acima dos 65v para a de 920mm) e níveis de ruído inferiores a 95 dB. 

Os modelos acoplados dispõem de ambas as turbinas, enquanto os rebocados são utilizados apenas para a de 920mm; todas contam com duas velocidades e ponto morto, o que adapta o débito às condições de cada pomar,

A hélice de nove pás, com embraiagem centrífuga e pré-distribuidor de ar, assegura uma distribuição homogénea do fluxo pelas colunas de pulverização, e os 18 porta-bicos duplos M62 com sistema antigota oferecem flexibilidade na configuração de cada tratamento.

Agricultura de Precisão ao serviço da pulverização

É de realçar que o pulverizador pode ainda integrar comandos eletrónicos Bravo 180S e Bravo 350S, que ajustam automaticamente a pressão em função da velocidade de avanço, mantendo constante a dose por hectare. 

Sensores ultrassónicos detetam a ausência de vegetação em pomares jovens, falhas de plantação ou cabeceiras, e fecham automaticamente as secções correspondentes, evitando desperdício de calda. Para quem procura ainda mais precisão, a gama admite tecnologia de Aplicação em Taxa Variável, compatível com ISOBUS e com a plataforma WAATIC, ajustando a dose de produto às necessidades específicas de cada zona da parcela.

O pulverizador encontra-se disponível em versões acopladas, com depósitos entre 600 e 1.200 litros, e rebocadas, entre 1000 e 4000 litros, cobrindo desde pequenas explorações a operações de maior escala. Entre os opcionais, destacam-se os timões rotativos, que melhoram a manobralidade em cabeceiras curtas, as rodas 400/60 R15.3 com piso de tração, que reduzem a compactação do solo, e o sistema de travagem hidráulica, importante em explorações com declives acentuados.  

 

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