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CNH Industrial fecha trimestre com receitas de 4,8 mil milhões de dólares

03/08/2026

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A CNH Industrial encerrou o segundo trimestre de 2026 com receitas consolidadas de 4,8 mil milhões de dólares, um crescimento de 2% face ao período homólogo, num contexto em que a própria empresa continua a classificar como o ponto mais baixo do atual ciclo agrícola.

Apesar do aumento da faturação, a rentabilidade manteve-se sob pressão, o que reflete a quebra da procura em vários mercados, os custos acrescidos de produção e o impacto das tarifas comerciais.

No negócio agrícola, que representa a principal atividade do grupo, as vendas líquidas mantiveram-se praticamente estáveis nos 3,28 mil milhões de dólares. Já o resultado operacional ajustado (Adjusted EBIT) caiu 35%, para 170 milhões de dólares, fazendo recuar a margem operacional de 8,1% para 5,2%. 

Os próprios indicadores de mercado confirmam um contexto ainda mais exigente. Durante o segundo trimestre, a procura por tratores caiu 16% na América do Norte para máquinas até 140cv e 17% para modelos de maior potência. Na Europa, Médio Oiriente e África (EMEA), a procura por tratores recuou 11%, enquanto na América do Sul as vendas de tratores diminuíram 8% e as ceifeiras-debulhadoras 29%. Apenas a região Ásia-Pacífico contrariou esta tendência, com um aumento de 15% na procura por tratores.

Apesar deste enquadramento, a administração da CNH considera que o mercado começa a apresentar sinais de estabilização. Segundo o diretor executico da empresa, Gerrit Marx, "a normalização gradual dos stocks na rede de concessionários, o envelhecimento das frotas em circulação e um maior equílibrio entre os preços do equipamento novo e usado representam indicadores de que o setor poderá aproximar-se do início de um novo ciclo de renovação."

No conjunto das atividades do grupo, a CNH registou um lucro líquido de 141 milhões de dólares no trimestre, abaixo dos 217 milhões alcançados no mesmo período de 2025.

Ainda assim, devolveu cerca de 200 milhões de dólares aos acionistas através de dividendos e da recompra de ações, mantendo igualmente a previsão de resultados para o conjunto do exercício na metade superior do intervalo anteriormente anunciado.

Para o restante ano, a fabricante continua a antecipar um mercado condicionado pelos baixos preços das commodities agrícolas, pelos elevados custos dos fatores de produção e pela incerteza comercial. 

A despeito disso, a CNH Industrial prevê que as vendas do segmento agrícola permaneçam globalmente estáveis em 2026 e aponta para uma margem operacional ajustada entre os 5% e os 5,5%, sustentada na disciplina produtiva, na redução dos inventários da rede de distribuição e na melhoria gradual das condições de mercado.

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