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Tractor of the Year®

Claas Axion 960 CEMOS - Vem guarnecido com um treinador pessoal

20/03/2021

Nas suas diferentes evoluções, a série Axion da Claas tem marcado presença nas páginas d’abolsamia e os nossos leitores conhecem-na bem.
Entre outras ocasiões, em 2014, quando o Claas Axion 850 foi distinguido como Trator do Ano, fomos a França experimentá-lo. Na altura, publicámos um artigo alargado sobre este modelo.
Mais recentemente, em 2019, fomos dos primeiros a ter contacto com o Axion 960 na versão Terra Trac, com rastos no eixo traseiro. Foi na Alemanha que o operámos, em trabalho de campo e em estrada, e essa experiência deu igualmente origem a uma peça de reportagem.

Claas adiciona o sistema CEMOS aos tratores
Em 2020, a Claas fez a passagem dos Axion 900 à Fase V de emissões e na mesma ocasião aplicou a estes tratores o conceito CEMOS, já comprovado nas máquinas de colheita.
Originalmente, o CEMOS é um sistema eletrónico destinado à otimização do trabalho que a Claas estreou nas ceifeiras-debulhadoras em 2011. 
Com a inovação do CEMOS para tratores, a marca decidiu ir a jogo no TOTY, e apresentou como candidato o Axion 960 CEMOS. Foi uma aposta ganha.
Em circunstâncias normais, teríamos tido a oportunidade de estar outra vez aos comandos de um Axion. Mas, em relação a 2020 a história é contada de outra forma. Com as restrições impostas pela pandemia, o contacto com este grande da Claas foi feito à distância.
A marca foi reunindo um leque de informação, foram gravadas apresentações em vídeo, foram feitas videochamadas e, aos poucos, como membros do júri fomos formando uma perceção. O modelo acabaria por ser distinguido como ‘Sustainable TOTY 2021’ pelo coletivo de jornalistas essencialmente devido ao conceito CEMOS. Sendo toda a restante estrutura de base na generalidade já conhecida, é este elemento que vamos destacar. 

CEMOS submetido a teste da DLG
Com a combinação dos sistemas CEMOS e CTIC (para ajuste da pressão dos pneus em ambos os eixos), a Claas recebeu a certificação ‘DLG  Approved’ atribuída por aquela entidade independente, depois de ter submetido os Axion 960 a teste, a fazerem conjunto com um cultivador.
O teste foi feito na Alta Saxónia, com dez operadores experientes, oriundos da Alemanha, França, Polónia e Dinamarca.
O desafio era pô-los a fazerem eles próprios os ajustes da alfaia e do trator (incluindo a pressão dos pneus, a lastragem, a velocidade de avanço e o intervalo de rotações do motor) e colocarem em prática a sua estratégia, sem utilizarem o CEMOS. Foram fazendo ajustes até alcançarem o que para cada um foi considerado o estádio ótimo de performance.
Numa segunda fase, seguiram as recomendações do CEMOS. Os engenheiros da DLG foram documentando os registos de velocidade de trabalho e consumo de todas as variantes de teste ao longo de três dias.

CEMOS ganhou aos operadores 
Os registos foram todos analisados e o resultado apresentado pela DLG foi este: o CEMOS foi capaz de reduzir o consumo até 16,8% e ao mesmo tempo aumentar a área trabalhada em 16,3% quando comparado com a média alcançada pelos operadores. 
“No nosso trator convencional de maior potência, o CEMOS demonstrou um acréscimo significativo na eficiência em decorrência do ajuste da pressão dos pneus e da lastragem. Isto não beneficia só os agricultores e os prestadores de serviços em termos de tempo e custos. Beneficia também o ambiente, de várias maneiras, como por exemplo a nível de consumo de combustível, emissões de CO2, e compactação do solo”, disse Christian Radons, membro da direção da Claas.

Qual é o impacto em 3.000 horas de trabalho?
“Se extrapolarmos os dados de consumo para um cenário de 3.000 horas com cultivador, um trator grande que consuma 50 L/hectare sem CEMOS e 41,6 L/hectare com CEMOS, pode fazer-se uma poupança de 25.200 litros de gasóleo e 67.000 kg de CO2. Além disso, para trabalhar a mesma área seriam necessárias menos 490 horas, o que é equivalente a 50 dias de trabalho”, adianta a Claas.
A marca garante que o CEMOS é virtualmente aplicável a qualquer tipo de tarefa e que a sua utilização se revela uma aprendizagem constante para o operador: “Este é um processo contínuo, já que as condições [de campo] também se vão constantemente alterando de ano para ano”.

Como se utiliza na prática
O CEMOS conta com um menu dedicado no terminal CEBIS e dá apoio ao operador em três diferentes fases:

  1. Preparação do trator e da alfaia (onde se analisa o tipo de uso e as condições de campo, a pressão dos pneus e a lastragem);
  2. Ajuste de configurações da alfaia ao iniciar o trabalho;
  3. E otimização durante o decurso do trabalho (gestão da transmissão e do motor, ajuste do elevador e ajustes hidráulicos da alfaia), de acordo com duas estratégias possíveis: eficiência ou performance.

O operador pode recorrer ao CEMOS a qualquer momento no decorrer do trabalho. Uma vez ativado, o sistema apresenta sugestões de otimização e vai guiando o operador fazendo-lhe algumas perguntas simples.
Após cada alteração, o sistema avalia se foram ou não obtidos ganhos e o operador pode decidir se continua ou se regressa às definições anteriores.

O teste em síntese
- 2 Claas Axion 870 CMATIC
- Vários jogos de pesos para a frente e para as rodas traseiras
- 2 cultivadores para 14 e 24 cm de profundidade de trabalho
- 10 operadores e nenhum deles conseguiu superar o CEMOS nos resultados
- Certificado pelo centro de testes da DLG. Os resultados demonstram uma poupança de combustível até 16,8% e um acréscimo de produtividade de 16,3% comparativamente com o desempenho dos operadores sem usarem o CEMOS.


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Pode ser instalado em tratores fabricados a partir de 2018
O CEMOS passa a fazer parte da lista de opcionais dos Axion 900 e, muito importante, pode ser instalado em qualquer trator com transmissão CMATIC das séries Axion 900, Axion 800 e Arion 500/600 que tenham sido fabricados em 2018 ou depois e que estejam configurados com monitor CEBIS.

 

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