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60 anos de FIMA

13/03/2024

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Entre os dias 12 e 17 de fevereiro, no Parque de Exposições de Saragoça, Espanha, decorreu aquela que é a mais importante feira do setor das máquinas agrícolas do país vizinho.

Ao longo dos 100.000m2 de exposição foi possível observar uma ampla gama de soluções, sobretudo no que a culturas de alto valor, ou especializadas, diz respeito. Com alfaias, implementos e tecnologias para as várias fases das diversas culturas, foi notória a ausência de diversas marcas de tratores. O motivo, sem confirmação oficial, foi um boicote em resultado da intransigência da organização da feira em relação à edição de 2022. Esta edição fica ainda marcada pelos protestos de agricultores no dia de abertura, que decorreram de forma pacífica.

Boicotes e protestos à parte, passaram pelo certame mais de 167.000 visitantes oriundos de 38 países diferentes. Estes são números que deixaram Fernando Cidraque, diretor da FIMA, “orgulhoso”.
“Hoje mais do que nunca, os agricultores, juntamente com os restantes agentes do sector, universidades, associações profissionais, instituições, empresas transformadoras e de distribuição, demonstraram que a FIMA é um espaço, um fórum onde podem encontrar-se, onde podem mostrar a tecnologia, o conhecimento e a agricultura do futuro a partir do presente.” Fernando Cidraque, diretor da FIMA, mostrava-se assim solidário com os protestantes que marcaram presença no primeiro dia de feira e orgulhoso pela realização de mais uma FIMA.

Em relação ao futuro, a organização da FIMA mostra-se confiante na sua estratégia. “A feira sente-se parte de um objetivo comum que transforma não só a agricultura, mas também a nossa sociedade. A FIMA continuará o seu trabalho de melhoria constante da sua proposta, trabalhando em colaboração com todos para semear o nosso futuro. A FIMA é evocativa e faz parte do ecossistema e da história da agricultura na Península Ibérica, sem personalidades, com uma vocação de serviço, sendo a casa de todos e fornecendo soluções”, foi referido no comunicado de encerramento.

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Do que experienciámos ao longo dos três primeiros dias de feira, fica-nos a sensação de ter ido do menos ao mais, quer a nível de público quer a nível de satisfação dos expositores. É também indesmentível que a ausência de várias marcas de tratores deixou marca (vamos ver quão profunda…). Finalmente, e porque é sempre assim em qualquer parte do Mundo: o público português nunca falta. Em qualquer corredor se ouvia a língua de Camões, fosse num tom mais açoriano, mais nortenho, mais alentejano, ou ribatejano. Mais uma vez, a FIMA também foi portuguesa.

Neste Especial FIMA 2024 mostramos-lhe os principais destaques, as principais inovações e, obviamente, a presença portuguesa em mais uma “Feira de Saragoça”.

 

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