Notícias

Entrevista

Manitou: Não competimos pelo preço de aquisição; competimos pela rentabilidade do cliente

16/07/2026

Partilhe:

abolsamia - Depois da transição vivida em 2025, com a normalização após os anos de crescimento acentuado e a preparação da visão LIFT 2030, que leitura faz do momento atual da Manitou a nível global? E que sinais se fazem sentir no mercado português?

João Hébil   – A nível global, a Manitou vive um período de consolidação estratégica muito saudável. Depois do crescimento vertiginoso pós-pandemia e da estabilização necessária em 2025, a nossa operação global está mais robusta, focada na eficiência e totalmente alinhada com o roteiro LIFT 2030. Em Portugal, sentimos uma estabilização madura. O mercado já não exibe aquela correria frenética por stock dos anos anteriores, mas mantém uma procura sólida. Os clientes portugueses estão mais analíticos, focados em otimizar frotas e atentos à rentabilidade imediata, o que valida a nossa abordagem de proximidade.

A Europa voltou a ganhar peso no arranque de 2026, com destaque para os telescópicos e para as empresas de aluguer. Portugal está a acompanhar essa dinâmica? Qual é hoje o peso dos telescópicos no mercado nacional e em que setores — construção, agricultura, indústria ou aluguer — vê maior potencial de crescimento?

Sim, Portugal acompanha a tendência europeia, embora ao seu próprio ritmo. Os manipuladores telescópicos continuam a ser o coração do nosso negócio no mercado nacional. A Construção e o Aluguer (Rental) continuam a ser os grandes motores de volume em Portugal no arranque de 2026. O setor do aluguer profissional está a profissionalizar-se a passos largos e a renovar frotas para responder a exigências ambientais.
Já a Agricultura, é um setor histórico e vital para nós em Portugal. Embora muito dependente de fundos europeus e ciclos climáticos, vemos um potencial gigante de crescimento na modernização de explorações agrícolas e pecuárias, onde o telescópico substitui com enorme vantagem o tradicional trator com carregador frontal.
Finalmente, na Indústria é onde vemos maior margem de progressão para aplicações logísticas pesadas e gestão de resíduos.

-ler-mais-

Partilhe:
Partilhe:
Pesquisa

Vídeos mais vistos

Vídeos mais vistos