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Jan/Out 2023: Investimento reanima o mercado

13/12/2023

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Investimento reanima o mercado
O mercado de matrículas de tratores agrícolas chega ao fim de outubro na casa dos 18% negativos face ao período homólogo de 2022, revelando um desagravamento nesta reta final do ano. Embora os níveis de stock continuem a ser elevados, a verdade é que houve fatores a contribuir para um aumento da procura e do investimento. Mesmo que subsistam barreiras como a inflação, as altas taxas de juro e a dificuldade de obter crédito.

Entre janeiro e outubro deste ano foram matriculados 4.079 tratores, menos 935 (-18,65%) do que em igual período de 2022 (5.014). No entanto, alguns sinais de desagravamento que já se verificavam em setembro tiveram a sequência prevista em outubro, tal como Arnaldo Caeiro, diretor-geral da SDF Portugal já frisara na rúbrica Mercados do mês anterior. “O mercado vai continuar a recuperar em outubro e perspetiva-se que a quebra possa vir a situar-se nos -15% no balanço de 2023. 2024 será melhor do que este ano e só não terá uma subida mais forte devido aos constrangimentos que ainda afetam os agricultores, nomeadamente a inflação, que se mantém elevada, o preço dos combustíveis e o preço do dinheiro: o custo dos financiamentos continua alto e a dificuldade de obter crédito é muito grande”, resumiu.

Pese embora as barreiras supramencionadas, há alguns fatores que explicam o aumento da procura e, consequentemente, do investimento, a partir da segunda quinzena de setembro e durante o mês de outubro: o investimento efetuado por alguns agricultores profissionais e grandes prestadores de serviços em função dos bons resultados económicos que tiveram, e igualmente, a maior disponibilidade de água, em função das chuvas que apareceram principalmente em outubro. “As chuvas vieram ajudar bastante pois todos sabemos que esse é também um bom sinal para as culturas do ano seguinte. Apesar da crise, houve boas oportunidades aproveitadas por muitos, agricultores que tiveram bons resultados económicos e decidiram investir já, apesar das taxas de juro continuarem elevadas, pois ninguém sabe se irão ou não aumentar no próximo ano. O que nos é transmitido é que se manterão estáveis até meio do próximo ano, mas permanecem num nível alto”, explicou João Pimenta, diretor-geral da Ascendum Agro.

O plano de abate que o Governo lançou antes do verão teve impacto no número de matrículas de tratores de potências mais baixas em outubro. Agora, os representantes das marcas com tratores de potências mais elevadas aguardam também pelos Projetos de Capacitação das Empresas, pois, segundo João Pimenta, “são esses que ajudam as empresas a tornarem-se mais competitivas”. Contudo, a abertura desses projetos depende da ação do Governo, cujo momento de instabilidade pode atrasar a tomada de decisão. Com a melhoria de aproximadamente 5 pontos percentuais a cada dois meses desde junho, a expetativa agora é que o ano termine com uma quebra inferior a 15% em relação ao ano passado, um resultado que superaria as previsões feitas no início deste ano (que eram de quebra entre 15% e 20%). Recorde-se que 2022 acabou com -2,67% no registo de matrículas em relação a 2021.



Nota: Expurgámos os ATV e UTV homologados sob a categoria T e os Telescópicos. | Origem: IMT / Fonte: ACAP

Marcas

Exceção feita à LS, Branson e Preet, o cenário de decréscimo em relação às unidades matriculadas em 2022 mantém-se, sendo a Case IH aquela que regista maior quebra (-50%) em relação ao ano transato. Entre os cinco primeiros, só a Solis parece dar indicações de poder vir a terminar o ano com o mesmo número de matriculações de 2022, ainda que também a Deutz-Fahr se encontre perto do registo que tinha no final de outubro do ano passado. A Solis mantém a liderança apesar de registar uma quebra de 10,78%, ainda assim, a menor das seis primeiras marcas. Quanto às quotas de mercado dos cinco primeiros, a Solis melhorou em relação há um ano, a John Deere recuperou em relação aos últimos meses e mantém-se na mesma casa percentual de há um ano, tal como a Deutz-Fahr. Já New Holland e Kubota caíram neste campo.

Unidades vendidas por escalão de potência
Nos segmentos de potência mais vendidos, o cenário é bem diferente daquele que se verificava há um ano. A quebra verifica-se nos três primeiros escalões de potência – no 51-120cv é profunda – e só mesmo no >200cv é que há crescimento: ao fim de dez meses, foi ultrapassado o registo de 90 matriculados em 2022, situando-se agora nos 105, ainda com dois meses de 2023 por apurar. Para justificar este crescimento, importa recuperar a explicação dada por Nuno Inácio, CEO da J. Inácio na edição 137: “Comprar dois tratores de 100cv é hoje mais caro do que comprar um de 200cv. Os agricultores têm áreas cada vez maiores, mas a janela temporal de trabalho é a mesma pelo que a palavra-chave de hoje é a velocidade.” Se os números dos tratores <50cv são semelhantes aos de outubro de 2022 (os apoios que surgiram perto do verão levaram o agricultor de fim-de-semana a investir e novos apoios são esperados para a reta final deste ano), já a potência 51-120cv, que abarca uma parte dos agricultores profissionais, sofre uma forte queda: os 1.721 contrastam e muito com os 2.584 matriculados no fim de outubro do ano passado.



Marcas e modelos mais vendidos, classificados por segmentos de potência
Segundo os dados do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), a Solis foi a marca que matriculou mais tratores nos primeiros dez meses de 2023 (604) e também a que detém os dois modelos mais vendidos. O destaque da marca indiana este ano tem sido o 26 9+9 M5, o qual teve 277 unidades matriculadas, ou seja, 45,86% do total dos registos da Solis. Contabiliza mais 92 unidades do que o Solis 26 4WD Stage V e supera o Farmtrac 26 4WD, o terceiro da lista, em 159 unidades. Quanto às marcas líderes nos diferentes escalões de potência, a Solis prolongou o domínio <50cv, com 572 tratores matriculados novos, mais 378 do que a Kubota. No escalão 51-120cv, a New Holland ‘disparou’ na frente, chegando aos 368 tratores matriculados, mais 136 do que a principal concorrente Deutz-Fahr. Já nas potências mais elevadas, a John Deere sobressai nos 121-200cv, matriculando bem mais do triplo (134) da Fendt (39). E a marca do veado conseguiu, ao cabo de dez meses, mandar também na potência >200cv: registam 37 tratores matriculados, mais 7 do que a Valtra. Se olharmos para os modelos mais matriculados para o setor profissional (+100cv) nestes primeiros dez meses do ano, destacam-se um trio da John Deere – 6120M (35 unidades), 6155M (33) e 6140M e 6130M (9) – além do Massey Ferguson 5713M (11). Já no escalão acima de 200cv, o modelo mais matriculado nestes primeiros dez meses do ano foi o John Deere 6R 250 (10).



A visão dos representantes


Falámos com quatro representantes das marcas acerca do panorama atual no mercado dos tratores, das expectativas para o próximo semestre e sobre a forma como se poderá comportar o mercado em 2024, analisando a evolução por escalões de potência. Com escalas de classificação de “muito desfavorável” a “muito bom” e de “diminua” a “cresça” obtivemos as seguintes opiniões.

João Bizarro (Diretor comercial Tratores New Holland)
“Nos últimos meses aumentou a procura”


1 - Considera que o negócio de venda de tratores novos está:
Muito desfavorável
Desfavorável
Satisfatório
Bom
Muito Bom

Por que razão?
Continuamos com o mercado em baixa, bastante abaixo de 2022, contudo nos últimos meses aumentou a procura. Essa agitação deve-se ao programa de abate de tractores e ainda mais importante aos agricultores profissionais que voltaram a investir.

2 - Espera que o volume de negócios dentro de 6 meses...
Diminua
Não sofra alterações
Cresça

Por que razão?
Prevemos um crescimento de mercado no primeiro semestre de 2024.
Devido ao referido programa de abate, por um lado e campanha agrícola razoável em muitas das grandes culturas, por outro lado.

3 - Como prevê que o mercado se comporte em 2024?
(por favor considere os seguintes segmentos na sua análise)

<50cv – Baixe, fruto da redução do poder de compra e custo do dinheiro
51-120cv – Aumente, pela campanha de abate.
121-200cv – Aumente, pelo reinvestimento dos agricultores profissionais
>200cv - Aumente, pelos mesmos motivos

Arnaldo Caeiro (Diretor-geral da SDF Portugal)
“Esperamos subida significativa em 2024”

1 - Considera que o negócio de venda de tratores novos está:
Muito desfavorável
Desfavorável
Satisfatório
Bom
Muito Bom

Por que razão?
O mercado acumulado até Outubro 2023 tem uma queda de 18,9% quando comparado com o período homólogo de 2022. Em termos de vendas a generalidade das marcas presentes no mercado português tem quebras significativas no número de unidades vendidas.

2 - Espera que o volume de negócios dentro de 6 meses...
Diminua
Não sofra alterações
Cresça

Por que razão?
O mercado total no mês de Outubro de 2023 teve uma subida de 6,4 % quando comparado com o mesmo mês de 2022. Em Novembro de 2023 esperamos uma subida muito acentuada do mercado total devido aos efeitos positivos da medida de renovação do parque de tratores, e que se deverá prolongar durante grande parte do ano 2024.

3 - Como prevê que o mercado se comporte em 2024?
(por favor, considere os seguintes segmentos na sua análise)

<50cv - Subida
51-120cv -Subida
121-200cv -Subida
>200cv -Subida

Para 2024 é esperada uma subida significativa do mercado de tratores. Esta previsão é baseada no número de candidaturas aprovadas na medida de renovação do parque de tratores lançada em Junho/Julho de 2023. Segundo fonte do PDR2020 estão aprovadas 2500 candidaturas. Considerando, no entanto, que a taxa de conclusão não será 100% (na candidatura de 2021 a taxa de conclusão foi 80% das candidaturas aprovadas) existe ainda uma previsão muito positiva do mercado para 2024. Nos segmentos de mercado, as maiores subidas deverão verificar-se nos segmentos 51-120 cv.

João Pimenta (Diretor-geral da Ascendum Agro)
“Grandes agricultores resolveram investir agora”


1 - Considera que o negócio de venda de tratores novos está:
Muito desfavorável
Desfavorável
Satisfatório
Bom
Muito Bom

Por que razão?
Os agricultores retraem-se no investimento, porque o crédito está muito alto. E os apoios do governo para o abate de tratores dão um impulso que compõe os números globais, mas todos sabemos que esse apoio é dirigido à agricultura de subsistência. Esperamos também pelos projetos de capacitação de empresas, pois esses são os apoios que ajudam as empresas a serem mais competitivas. A procura aumentou e houve investimento por parte de grandes agricultores e grandes prestadores de serviços. Além disso, as chuvas criaram maior disponibilidade de água, o que é sempre um bom sinal para a cultura do ano seguinte.

2 - Espera que o volume de negócios dentro de 6 meses...
Diminua
Não sofra alterações
Cresça

Por que razão?
Neste caso, deve estabilizar, mas depende muito do timing em que os projetos de capacitação de empresas serão abertos. E isso vai sempre depender do governo. Dada a situação de instabilidade política que vivemos nesta altura, não sabemos se essas decisões serão tomadas no início do ano ou se serão arrastadas para março. Se assim for, só em junho é que veremos uma luz ao fundo do túnel.

3 - Como prevê que o mercado se comporte em 2024?
(por favor considere os seguintes segmentos na sua análise)

<26 cv: este segmento representava 21% do mercado total em 2022 e passou a representar 29% do mercado total em 2023, cresceu quase 10%. 2024 espera-se estável.

<53 cv: este segmento representava 39% do mercado total em 2022 e passou a representar 47.5% do mercado total em 2023 - decresceu 5%, ou seja, muito menos do que o mercado total. Espera-se 2024 estável.

54-120 cv: este segmento representava 52% do total mercado em 2022 e passou a representar 41% do mercado total em 2023 - decresceu 36% e onde se nota mais a crise na agricultura pois trata-se do segmento do trator utilitário que serve o agricultor de pequena e média dimensão. Espera-se ligeira recuperação devido ainda aos efeitos do incentivo ao abate que se irão prolongar pelo próximo ano.

121-200 cv: este segmento representava 7.5% do total mercado em 2022 e passou a representar 8.5% do mercado total em 2023 - decresceu 10% mas menos do que o mercado. Ligeira recuperação para 2024 mas só a partir de Junho.

>200 cv: este segmento representava 1.5% do mercado em 2022 e passou a representar 2.6% do mercado total em 2023 - cresceu 36%. Este crescimento reflete a mudança de estrutura do setor mais profissional onde se incluem os grandes agricultores e os prestadores de serviços agrícolas, com práticas agrícolas apoiadas em tecnologias de precisão com menos mão de obra e janelas de oportunidade mais apertadas no que ao clima diz respeito. Comentário geral para o ano 2024, e dependendo do desenrolar da conjuntura política, estimamos que só depois de Junho é que haverá recuperação do mercado.
 

Nuno Inácio (CEO J. Inácio)
“Negócio da venda de tratores é cada vez mais amplo”


1 - Considera que o negócio de venda de tratores novos está:
Muito desfavorável
Desfavorável
Satisfatório
Bom
Muito Bom

Por que razão?
A John Deere tem vindo a ganhar quota de mercado nos segmentos mais profissionais, acima dos 100 cv, o que em certa medida compensa o esmagamento das margens que se tem vindo a verificar nos últimos anos. Por outro lado, atualmente, não podemos ver o negócio da venda de tratores novos apenas como isso mesmo mas, sim, como um negócio mais amplo, onde se inclui a venda de tecnologia, peças e serviço. Como sabe, a John Deere em Portugal não tem um produto competitivo no segmento abaixo dos 50 cv, pelo que a minha análise dirá respeito apenas aos segmentos superiores a 50 cv.

2 - Espera que o volume de negócios dentro de 6 meses...
Diminua
Não sofra alterações
Cresça

Por que razão?
Irá diminuir o volume de negócios devido a fatores como forte aumento do preço dos tratores, manutenção de taxas de juro altas durante mais algum tempo e e previsão, segundo o FMI, de redução de 1,5% no crescimento económico para 2024. No entanto, o cenário pode ser atenuado com a execução dos investimentos ligados ao "programa do abate", a abertura de programas de apoio ao investimento no setor agrícola e ainda o aumento do preço de alguns produtos agrícolas (exemplo: azeite, tomate, etc..).

3 - Como prevê que o mercado se comporte em 2024?
(por favor, considere os seguintes segmentos na sua análise)

O mercado menos profissional (até aos 100 cv) continuará a assistir a uma queda, talvez mais ligeira que em 2023, e tal deve-se ao facto de, nestes segmentos, os tratores fazerem menos horas e os agricultores poderem, assim, ir adiando a compra. Por seu lado, nos segmentos mais profissionais (100-150 cv e acima de 150 cv) vejo duas realidades: ligeira quebra ou possível manutenção, devido à correção já sentida em 2023, do mercado 100-150 cv e uma manutenção ou mesmo possível aumento do segmento acima dos 150 cv, onde os agricultores profissionais têm demonstrado uma capacidade enorme, e onde se verifica uma maior concentração das explorações agrícolas.

Reboques
O mercado dos reboques agrícolas regista, no final de outubro, uma quebra de 12% (-165 unidades matriculadas) em relação ao período homólogo do ano passado. A Galucho continua a liderar as matriculações, sendo a única marca a superar a barreira das 300 ao cabo de dez meses do ano (ainda que apresente uma quebra de 10% em relação ao período homólogo de 2022), mas logo atrás surge a Rates, que tem melhorado constantemente os seus números de há um ano e chega a esta altura com um crescimento de 7% nas matrículas. A Herculano, ainda que se mantenha como a marca com maior quebra em relação há um ano, amenizou a queda – a Reboal apresenta uma percentagem de quebra muito semelhante – e é a Joper quem faz companhia à Rates como únicas do Top 5 a revelarem crescimento. No que diz respeito às quotas de mercado, a Galucho lidera enquanto a Rates ‘trocou de posição’ com a Herculano.

ATV's e UTV's
Numa análise ao mercado de vendas de ATV’s (Veículos todo-o-terreno) e UTV’s (Veículos utilitários multitarefas) nos primeiros dez meses de 2023, é a CF Moto quem mais matricula nas duas áreas (lazer e multitarefas). Nos ATV, regista mesmo um crescimento de quase 60% em relação ao período homólogo do ano passado, beneficiando também de uma quebra assinalável da Linhai para poder estar agora na liderança das matriculações. A quota de mercado da CF Moto neste segmento já é a mais alta, com 33,72%. Nos UTV, a CF Moto detém nesta altura do ano maior avanço do que aquele que já tinha para a BRP há doze meses mesmo que esta última tenha superado a barreira dos 50% em crescimento: mais 40 veículos matriculados em comparação com os 9 que tinha a mais do que a concorrência no fim de outubro de 2022. No geral, os registos de UTV atingem os 583 no fim de outubro (+28,70% em relação ao período homólogo de 2022), enquanto os ATV registam finalmente crescimento ao cabo de dez meses em 2023: +3,13% em relação ao mesmo período de 2022, embora com números bem diferentes. Os 1.483 matriculados deste ano já superam os 1.438 do ano transato.


Quebra de 16,2% no mercado em Espanha
O Registo Oficial de Maquinaria Agrícola (ROMA) de Espanha divulgou os dados relativos ao registo de tratores agrícolas no país nos primeiros dez meses de 2023 e a quebra, em relação ao período homólogo de 2022, situa-se agora nos -16,2%. Foram matriculados 6.987 tratores agrícolas entre 1 de janeiro e 31 de outubro, o que significa uma quebra de 1.350 unidades em relação ao mesmo período do ano passado, segundo os dados fornecidos pelo ROMA. Refira-se ainda que, no país vizinho e segundo os mesmos dados, no acumulado do ano em relação a 2022 são os tratores e os equipamentos de tratamento fitossanitário (-12,7%) os que apresentam maior quebra.

Já contabilizando o universo total de maquinaria agrícola em Espanha entre janeiro e outubro deste ano, os dados são igualmente negativos mas aqui, já de forma totalmente residual: os registos oficiais revelam 25.960 unidades matriculadas, menos 0,30% do que as 26.571 entre janeiro e outubro de 2022.

Registo positivo no Reino Unido
Ao contrário de Portugal e Espanha, o registo de matrículas de tratores agrícolas no Reino Unido entre janeiro e outubro de 2023 mantém a tendência de crescimento que marca este ano: aumento de 4,7% (10.709 unidades no total) em relação ao período homólogo de 2022. Outubro foi o sexto melhor mês do ano, tendo apresentado um crescimento de 8,6% (em relação ao mesmo mês em 2022) e desde 2016 que não havia um outubro com números tão positivos (1.007 registos) nas matrículas.

Barómetro de negócios da Associação Europeia de Maquinaria Agrícola (CEMA)
Novembro de 2023 – Clima empresarial em recessão profunda

O índice geral do clima empresarial para a indústria de maquinaria agrícola na Europa continua a cair e avança agora para uma zona de recessão profunda. Em setembro, o índice caiu de -32 pontos para -40 pontos (numa escala de -100 a +100). Mais de metade dos participantes neste inquérito consideram a atividade atual desfavorável e esperam uma diminuição do volume de negócios nos próximos seis meses. Tendo em vista a próxima entrada de encomendas (indicador não considerado no cálculo do índice global do barómetro), apenas 4% dos inquiridos é que espera um aumento no volume de negócios.

Entretanto, o índice dos fabricantes de tratores caiu também, para -57 pontos, um dos valores mais baixos da história. Já entre os fabricantes de componentes, verifica-se uma discrepância muito grande entre a avaliação dos negócios atuais: 60% considera que são bons, mas o índice de expectativas para o futuro é muito reduzido.

Após ter atingido o pico no início do ano, o volume de encomendas registou recentemente uma redução significativa, correspondendo agora a um período de produção de 3,6 meses, o que é ainda considerado elevado se compararmos com o passado a longo prazo, mas substancialmente inferior a qualquer período dos últimos dois anos. Por fim, em novembro, já menos de 40% dos fabricantes inquiridos tem um volume de pedidos superior a 3 meses, destacando-se aqui uma evolução: há um ano eram 80% e no último verão já eram 60%.

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