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Horsch Focus 6.75 TD - O melhor de dois mundos

12/07/2021

A Lagoalva foi pioneira em Portugal na utilização da mobilização na linha. Trinta anos depois da primeira campanha com a utilização desta técnica, a casa adquiriu um conjunto da Horsch especializado para o efeito: um Focus TD e um semeador Maestro RV. Enquanto o primeiro garante uma cama de sementeira comparável com a de um trabalho convencional na linha mas deixando os resíduos na superfície da entrelinha, o segundo oferece uma sementeira precisa e homogénea ao mesmo tempo que fornece toda a informação sobre o trabalho realizado.
Nos primeiros dias de Junho, numa parcela de 36 hectares da Quinta da Lagoalva de Cima, em Alpiarça, numa manhã quente mas ventosa, aguardava-nos, já com mais de 100 hectares trabalhados na Golegã, o primeiro Horsch Focus a chegar a Portugal. Em parceria com um John Deere 8320R, trator da casa que será o seu único parceiro, o Focus foi adquirido pela Lagoalva com uma missão muito específica: continuar a aposta na mobilização na linha. Para nos falar sobre o tema tivemos connosco João Fonseca, Diretor Geral da Lagoalva, e Abílio Pereira, responsável pela Horsch (marca representada pela Lagoalva Equipamentos).


Porquê a aposta na mobilização na linha? 
“A mobilização na linha, feita nesta casa ao longo de trinta anos, permitiu ganhos de matéria orgânica entre os 0.5 e 1.5%”, começou por elucidar João Fonseca. “A percentagem de matéria orgânica é a base de um solo produtivo. Por outro lado, ao mantermos o solo coberto com resíduos limitamos a erosão e deixamo-lo menos exposto às intempéries, ao mesmo tempo que, na primavera, a linha mobilizada aquecerá mais rapidamente permitindo uma sementeira precoce e qualidade de germinação”, acrescentou.  A eficiência da rega, a redução das perdas por evaporação, da erosão e do escorrimento, ou a melhoria da taxa de infiltração ilustram como a mobilização na linha ajudou a restabelecer o ciclo da água nos ecossistemas existentes na Quinta. “Pude já observar, após uma chuvada de 30 mm em duas parcelas contíguas, uma em mobilização na linha há vários anos e outra com práticas “convencionais”, que, passados trinta minutos, a que tinha tido mobilização na linha não tinha uma gota de água à superfície, enquanto que no outro havia sinais claros de encharcamento”, exemplificou Abílio Pereira. “Por termos muito poucas perdas por evaporação, na sucessão de ervilha-milho que fazemos (cerca de 100/120 hectares), o que acontece é que, como a ervilha é uma melhoradora do solo e retém azoto no mesmo, essa maior retenção de água tem ainda maiores benefícios para a cultura seguinte caso consigamos reduzir o número de mobilizações. No fundo, conseguimos as vantagens agronómicas da não mobilização mas mantendo a segurança da mobilização “convencional” na linha de sementeira”, sintetizou.

A opção Focus+Maestro
“Esta máquina veio substituir o semeador que cá existia (um John Deere de 8 linhas com cart frontal e sistema de mobilização com discos e com velocidade de trabalho máxima de 7 km/h). Uma grande vantagem é a de conseguirmos na mesma passagem fazer a mobilização, a localização de adubo e a sementeira, ao invés de fazer a mobilização em separado, como acontecia até aqui”, elucidou Abílio Pereira. “No nosso contexto, a mobilização feita pelo Focus será suficiente na maioria das nossas folhas. Por exemplo, na sucessão de ervilha-milho, esta máquina é bastante vantajosa porque nos permite, teoricamente, atrás da máquina de colheita de ervilha, podermos semear (se as condições, como a compactação do solo não for excessiva, se encontrarem reunidas). Uma das características desta máquina é que trabalha muito bem em solos com até 30% de argila, a partir daí torna-se quase sempre necessário fazer uma mobilização prévia adicional pela dificuldade em fazer “terra-fina” suficiente para uma boa cama de sementeira. Nesses tipos de solos mais pesados é então necessário deixar secar mais um pouco e fazer uma mobilização superficial para obtermos as condições ótimas de germinação”, explicou Abílio Pereira.


Focus 6.75 TD
É o equipamento de mobilização na linha da Horsch. Tem 6 metros de largura, 8 linhas a 75cm de entrelinha, e pode trabalhar com um semeador de milho ou um semeador para culturas de entrelinhas estreitas, entre 12,5, 15-20, e até 30 cm de entrelinha, como cereais de inverno, ervilhas ou luzerna. Assim, e por ter sido adquirido para trabalhar com milho, foi decidido acoplar aos três pontos da máquina (opcional), um Maestro, neste caso o modelo RV (modelo montado).
“Este conjunto (Focus+Maestro RV) oferece um sistema de mobilização à frente, composto por um disco de corte para evitar empapamentos e cortar tudo o que exista de restolho, depois um ferro ajustável, com sistema de segurança non-stop, que pode mobilizar até 30 cm de profundidade, onde podemos também localizar adubo a duas profundidades – à superfície ou até 20 cm de profundidade. Depois do ferro existe um conjunto de discos amontoadores que, consoante a afinação dada, faz um nivelamento do solo, dando-nos a possibilidade de semear mais em camalhão ou com a terra completamente plana. Após os discos, existe um conjunto de rolos pneumáticos, que serve não apenas para o transporte do equipamento, que tem a particularidade de ter uma roda atrás de cada ferro onde vai ser colocada a semente, ou seja, este rolo faz um nivelamento e uma reconsolidação do solo sem compactar, porque uma das rodas passa no local mobilizado e a roda ao lado passa sobre terra crua, ou seja, o solo fica nivelado sem ficar compactado no sítio que receberá a semente. Existem também duas tremonhas pressurizadas, com capacidade total de 5000 litros – uma de 3000 (adubo sólido localizado) e outra de 2000 (pode ser usada para semente em culturas de entre linhas estreitas ou para outro tipo de adubo) - de forma a evitar que existam adubos com humidade que impeçam um enchimento perfeito do rotor e, consequentemente, um cálculo errado das quantidades aplicadas. Tendo em conta que o semeador tem capacidade para 24 doses de semente, falamos numa autonomia de 12 ha.
Finalmente, aparece o semeador propriamente dito”, explicou Abílio Pereira.

Maestro RV
Versatilidade e precisão são as principais características apontadas pela Horsch à versão montada aos três pontos do Maestro, o semeador monogrão da marca. “Dá-nos toda a informação sobre a sementeira que está a realizar no momento, depois fica ao nosso critério se é aceitável ou se necessita de ajustar alguns parâmetros. Acessoriamente a esta informação, como número de duplos e de falhas, temos também o coeficiente de variação da sementeira que nos dá o desvio em relação à distância previamente definida”, referiu Abílio Pereira.
“Esta máquina está preparada para fazer doses variáveis, controlo de secções, abertura e fecho automático de linhas. Tem também o sistema AutoForce – já abordado na última edição da nossa revista (página 36)- e que é um sistema de pressão descendente nos corpos de sementeira que regula a pressão ao solo em função das condições que o semeador vai encontrando ao longo do campo, podendo aplicar uma pressão máxima de 350 kg por linha. Nas palavras de Abílio Pereira, “o AutoForce garante que 90 a 95% das sementes emergem em 2 dias”.
O Maestro RV conta ainda com um localizador de adubo e microgranulado para além da unidade de sementeira propriamente dita. Neste caso, temos também um conjunto de rodas limpadoras da linha, para tirar algum restolho ou torrão que porventura tenha ficado na linha de sementeira. Nas rodas fechadoras também existe uma particularidade: optámos por ter apenas uma roda de dedos em conjunto com outra de borracha, de forma a permitir uma melhor oxigenação da semente em solos médios, pesados. Para solos muito leves utilizamos uma roda de bicos.  A roda de borracha dá sustentação à máquina, para não corrermos o risco de, em sementeiras muito superficiais e caso tivéssemos duas rodas de dedos ou de bicos a semente saísse do sítio.

Grupo Lagoalva
O Grupo Lagoalva é constituído por 6 sociedades agrícolas que estão no património da família há várias gerações. Dos cerca de 5800ha de terra, 1200ha são áreas agrícolas (milho, cereais, hortoindustriais, vinha e olival) e 4600ha são áreas florestais (sobreiro, eucalipto, pinhal bravo e pinhal manso), onde as pastagens assumem uma área importante como suporte da alimentação do gado bovino e ovino.
Ao longo das últimas décadas, a inovação e a utilização de práticas sustentáveis tem sido uma constante. A Lagoalva foi pioneira em Portugal na utilização de técnicas de mobilização mínima, mobilização na linha e práticas de agricultura de conservação.
Considerando a susceptibilidade do sector agrícola às alterações climáticas, uma das estratégias do Grupo Lagoalva é a diversificação de culturas que, alinhada com boas práticas agrícolas, como a monitorização do uso da água, pretende mitigar os impactos no meio ambiente.

 

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