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Floresta

Eucalipto já ocupa um quarto da floresta portuguesa

28/11/2019

Segundo os dados daquele organismo, a utilização florestal do solo em 2015 representava o uso dominante em Portugal continental, ocupando 36,2% do território, considerado em linha com a média dos 28 Estados-membros da UE (37,9%).

O eucalipto ganhou terreno ao pinheiro-bravo e aos montados, principais formações florestais, cada uma das categorias com áreas aproximadas de 1 milhão ha. A diminuição do pinheiro-bravo fica a dever-se aos incêndios e pragas, sendo a mais expressiva o nemátodo.

Avanço do betão
O relatório final do IFN6 (Inventário Florestal Nacional – 6ª edição) deverá ser publicado em outubro, mas o relatório preliminar do ICNF já aponta para um tímido aumento da floresta, da mesma forma que houve um aumento da área urbanizada (+10%, de 399 mil ha em 2005 para 442 mil ha em 2015) e o consequente retrocesso da área para uso agrícola, que decresceu de 2,4 milhões ha para pouco mais de dois milhões ha.

Aquele estudo, que se realiza a cada dez anos, revela que a tendência de diminuição da área florestal foi invertida em 2015, dado o aumento de 59 mil ha desde 2010 (data da última avaliação). No entanto, tais dados não refletem a grande devastação provocada pelos incêndios rurais de 2017 e 2018, que terão afetado uma área arborizada de 274 mil ha. Já este ano, e segundo o Sistema de Gestão de Informação de Incêndios Florestais (SGIF), os indicadores gerais de incêndios rurais para o ano corrente ano indicavam que já tinham sido consumidos, até ao dia 11 de setembro, 34.860 ha, em resultado de 9495 ocorrências.

O relatório preliminar do IFN tem sido alvo de frequentes críticas de especialistas do setor da silvicultura, acima de tudo pelo desfasamento no tempo dos dados apresentados, uma vez que são referentes a 2015, mas também, dizem, dada a falta de quantificação de espécies, em volume e em classe, da mesma forma que não são dados os valores disponíveis de biomassa.

Também a ANEFA já se pronunciou sobre os preâmbulos deste IGN, considerando o seu presidente, Pedro Serra Ramos, citado pela agência Lusa, que o trabalho deveria ser apresentado, no mínimo, a cada cinco anos, algo a que se mostrou sensível o ministro da Agricultura, considerando que é recomendável que se faça entre períodos mais curtos, dado o que diz tratar-se de um instrumento fundamental para as políticas e para a gestão da floresta.

Em nota sobre o enquadramento do IFN, o ICNF esclarece que o processo de produção de estatísticas e de cartografia-base, sobre a abundância, estado e condição dos recursos florestais, baseia-se em recolhas de dados a partir de imagens aéreas e em medições de vegetação no terreno, ao longo de todo o território. Recolhas que são repetidas, aproximadamente, de dez em dez anos.

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