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Entreajuda no combate a incêndios

24/07/2019

A ideia já vem de trás, mas foi em 2017 que ficou comprovado o funcionamento deste sistema de entreajuda. Com os grandes incêndios no Norte, as corporações locais de bombeiros estavam praticamente sem meios disponíveis em casa. Em simultâneo, deflagrou um grande incêndio em Grândola que determinou a entrada em ação de vários meios particulares.  

Foi uma exceção. Numa situação normal, a intenção é que os agricultores façam trabalho de apoio aos bombeiros. “Isto permite que os bombeiros se ocupem do trabalho de combater o incêndio enquanto os agricultores fazem o trabalho de rescaldo e controlo”, explicou António Rocha à revista abolsamia. 
A Associação de Agricultores de Grândola, a que preside, tem vindo a coordenar esforços com a Câmara Municipal de Grândola (CMG), com os seus associados e com os bombeiros, pondo em prática uma estratégia que poderá servir de exemplo para outras regiões. Apresentamos de seguida alguns dos elementos que lhe dão forma.

Seguro assumido pela Câmara

A Associação negociou com a CMG a criação de um seguro específico para o combate a incêndio. Anualmente, os agricultores podem registar nos serviços municipais as suas viaturas e máquinas para que fiquem abrangidos. “Quando há um incêndio numa exploração vizinha, se nos deslocarmos para lá e tivermos um problema, esse seguro cobre a nossa máquina e o nosso operador. Desta forma ficamos salvaguardados”, afirmou.   

Kit de ferramentas
Nesta caixa está tudo o que se prevê que faça falta numa situação de combate a incêndio - luvas, óculos, máscaras, uma chave para abrir os hidrantes da rede pública, um alicate para cortar vedações, entre vários outros utensílios.

Lista de meios e contactos 

Faz parte do kit de ferramentas e é uma autêntica base de dados. Da lista constam os números de telemóvel de vários agricultores das redondezas que têm os seus veículos e máquinas em prontidão. Consultando a lista, sabe-se quais são os equipamentos disponíveis e a sua localização: pick-ups com depósito, tratores com grade, cisternas, etc.

Depósito com moto-bomba

O chamado kit de primeira intervenção ou de rescaldo é constituído por um depósito com moto-bomba e mangueiras. Fica instalado nas pick-ups durante o verão e possibilita o abastecimento em qualquer ponto de água, inclusive numa charca. Um outro acessório que António Rocha preparou é uma rede para proteger a grelha, de modo a que possa circular em zonas de muito pó e sarugas, evitando que o radiador fique obstruído e a viatura entre em sobreaquecimento.

Rádios intercomunicadores

“Este rádio custou 25 euros e permite falar para os bombeiros, ao contrário do SIRESP que custa uma fortuna e não dá para falar para lado nenhum”, sintetizou António Rocha. Com estes aparelhos que continuam a funcionar mesmo quando a rede móvel falha, o pessoal envolvido no combate mantém a comunicação.

Trator com grade rebocada 
Durante o verão, na sua propriedade António Rocha mantém um trator engatado numa grade rebocada. Desta forma, está pronto para o caso de ser necessário acorrer a uma emergência para abrir linhas de corta-fogo. Noutros pontos do concelho, outros agricultores têm também os seus equipamentos em prontidão.

 

 

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