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Prova de campo

Diesel ou elétrico? Um comparativo dos Farmtrac de 25 cv

31/05/2021

No catálogo da Farmtrac, o motor elétrico passa a ser uma opção disponível no mercado para os clientes que prefiram uma alternativa aos motores a combustão. O menor ruído e ausência de gases de escape tornam o modelo elétrico uma opção interessante para trabalhar junto a zonas residenciais e em espaços fechados, como estufas ou aviários.

Dos 22 aos 30 cv
O 26, que tomamos como referência de comparação com o 25G, faz parte de um segmento de produto onde encontramos também os modelos 22 e 30, que têm a potência como principal elemento diferenciador.

 

É no motor que está a maior diferença
O 26 tem a propulsão assegurada por um motor Mitsubishi de 3 cilindros, com 1,3 litros de cilindrada, que fornece 24,4 cv de potência nominal às 2500 rpm. Neste motor, a primeira manutenção é feita às 50 horas e as seguintes são feitas a cada 300 horas ou de ano a ano, consoante o que ocorrer primeiro.
Quanto ao irmão elétrico 25G, este é impulsionado por um motor trifásico de 15 kW que assegura o avanço e o acionamento da TDF, e por um outro motor de 2,5 kW que assegura os serviços hidráulicos. Atinge assim sensivelmente o mesmo nível de potência e dispensa manutenções periódicas a nível do motor. 

Como carregar a bateria
Para ‘reabastecer’ o 25G não é necessário recorrer a um carregador externo. O carregador é uma peça que faz parte do próprio trator, bastando por isso ligar uma extensão doméstica a uma tomada que está posicionada por cima do capot, exatamente no mesmo sítio onde o modelo 26 tem o bocal de enchimento do depósito.

Transmissão mecânica ou hidrostática
O 22 está disponível apenas com transmissão mecânica (três relações distribuídas por três gamas) e os modelos 26 e 30 podem ser configurados também com transmissão hidrostática, neste caso com três relações. O 25G elétrico é configurado exclusivamente com transmissão hidrostática.

Sob o capot tudo é diferente
Apesar de o aspeto exterior ser muito semelhante, é quando abrimos o capot que nos apercebemos de como o 26 e o 25G são diferentes. No 26, está à mão a bateria de arranque e o reservatório do líquido de refrigeração e logo mais atrás o motor e o depósito de combustível. No 25G, temos acesso a um comando corta corrente e o espaço é praticamente todo ocupado pela bateria que alimenta o motor elétrico.
No exterior do capot, o 26 possui a saída do sistema de escape orientada para a frente do trator. Naturalmente, no 25G este elemento não existe.

 

Posto de condução
Com os comandos muito bem arrumados em redor do operador, o posto de condução inclui um espaço próprio para colocar um telemóvel junto ao volante e uma ficha para carregamento.
À esquerda existem ainda dois espaços de arrumação, um em forma circular para colocar uma garrafa e o outro retangular, para diferentes objetos.
Numa máquina de tão reduzidas dimensões, a arrumação dos espaços está bem pensada, com a caixa de ferramentas também bem posicionada, atrás do assento, junto ao arco de proteção.

Utilização
O 25G estará preparado para levar a cabo todo o tipo de tarefas que estão destinadas a um trator a diesel equivalente. Mas, devido ao menor ruído que emite e devido a não libertar gases poluentes, a sua utilização à beira de habitações ou dentro de estufas, viveiros ou aviários apresenta vantagens.
Num contexto de diversificação energética, o recurso a eletricidade produzida numa exploração pode ser também um fator que joga a favor do modelo elétrico.
Já o modelo a diesel tem a vantagem de estar sempre preparado para trabalhar, ao contrário do elétrico, que tem de respeitar um período de paragem para recarregar as baterias.  

Preço
O modelo 26 a gasóleo está em comercialização em Portugal por um PVP de 12.700 Eur + IVA. Quanto ao modelo elétrico, a chegada a Portugal do primeiro 25G está prevista para maio e o seu PVP será de 33.500 Eur + IVA.

 

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