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CAP estima prejuízos acima de 775 milhões de euros e pede resposta nacional

09/02/2026

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A sucessão de fenómenos meteorológicos extremos que tem afetado Portugal nas últimas semanas já terá provocado prejuízos superiores a 775 milhões de euros nos setores agrícola e florestal, valor que poderá aumentar à medida que o levantamento no terreno avance.

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) considera que é urgente mobilizar recursos do Orçamento do Estado e defende que os apoios devem abranger todos os produtores afetados, e não apenas os que se encontram nos territórios com situação de calamidade.

Em comunicado, a CAP sublinha que as verbas atualmente disponíveis através de programas europeus são insuficientes para responder à dimensão dos danos e aponta dois objetivos imediatos: repor a capacidade produtiva (estratégica para a produção nacional) e compensar as perdas sofridas por milhares de agricultores e produtores florestais em todo o país.

Apoios já anunciados e quadro em evolução

Entretanto, o Governo avançou com uma linha de 40 milhões de euros, a fundo perdido, para apoiar explorações afetadas, prevendo como condição prejuízos superiores a 30% e investimentos elegíveis entre 5 mil e 400 mil euros. O modelo anunciado prevê 100% de reembolso até 10 mil euros e, acima desse valor, 80% para beneficiários com seguro agrícola e 50% para explorações sem seguro.

O Executivo pediu também a ativação da reserva agrícola da União Europeia, referindo estimativas preliminares de cerca de 500 milhões de euros em prejuízos na agricultura e cerca de 275 milhões na floresta, uma ordem de grandeza alinhada com a estimativa global referida pela CAP.

Em paralelo, o Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos, no âmbito de um pacote de medidas de apoio associado à resposta a estes eventos meteorológicos extremos.

O que pede a CAP agora

A CAP já solicitou reuniões urgentes com o Governo e com os partidos com representação parlamentar, defendendo uma resposta “assumidamente nacional”, com alocação plena e célere de recursos e com regras que não deixem de fora explorações agrícolas e áreas florestais atingidas fora do perímetro administrativo da calamidade.

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