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Prova de campo

Automatismos para uso profissional
Deutz-Fahr Agrotron 6185 RC Shift

17/05/2019

Estação Experimental António Teixeira, do INIAV, em Coruche, foi o local que acolheu esta Prova de Campo realizada pel’abolsamia ao Deutz-Fahr Agrotron 6185 RC Shift nos dias 11 e 12 de março. 
Com vocação para uma utilização profissional, este trator permite deslocações rápidas em estrada e boa capacidade de tração em trabalho de campo. O pack de tecnologia proposto pela marca pretende servir as necessidades associadas à agricultura de precisão, com destaque para a compatibilidade ISOBUS e para a condução automática Agrosky.
O conforto para o operador foi pensado a vários níveis, muito contribuindo para isso o sistema Comfortip destinado a fazer a gestão de tarefas repetitivas nas voltas de cabeceira, assim como as funcionalidades automatizadas da transmissão RC Shift.

 

Condições de campo
Com base nos valores da estação meteorológica de Coruche (IPMA), as condições meteorológicas nos dois dias de ensaio caracterizaram-se por céu limpo, velocidade do vento de 4.2m/s e uma temperatura média de 15°C e céu pouco nublado com 6.7 m/s de velocidade do vento e temperatura média de 13°C para o primeiro e segundo dia, respetivamente.
O trabalho com charrua foi realizado à profundidade de 35 cm numa parcela de um fluvissolo (Classificação FAO) com restolho de milho, cujos resultados da análise sumária a partir de amostras obtidas até aos 20 cm de profundidade revelaram os valores que apresentamos na tabela (dados do Laboratório Rebelo da Silva gentilmente cedidos por ANPROMIS).
Com recurso a um penetrómetro de cone, fizemos ainda a avaliação da resistência do solo ao rompimento. A média de valores em 20 pontos obtidos até 20 cm profundidade com um penetrómetro de cone marca/modelo Dickey John soil tester indicaram 150 PSI, sinónimo de ausência de compactação do solo.

 

O 6185 dentro da série 6
Os tratores da série 6 com motor de 6 cilindros vão dos 156 aos 226 cv de potência máxima. As variantes de transmissão disponíveis são três: Powershift, RC Shift (powershif robotizada) e TTV (variação contínua). Com 188 cv de potência máxima, o 6185 é um modelo intermédio dentro da série e pode ser configurado com qualquer uma das referidas transmissões.

 

MOTOR

O bloco Deutz que equipa este trator apresenta uma arquitetura de 6 cilindros, com 6057 cm³ de capacidade. A potência nominal é de 181 cv e a potência máxima é de 188 cv.
São possíveis duas memorizações de regime para trabalhos onde se tenha de regressar constantemente a um nível exato de rotações após as viragens nas cabeceiras. 

 

Refrigeração e admissão de ar
O sistema de refrigeração é inteiramente construído em alumínio para uma melhorada dissipação térmica, e permite uma abertura basculante para facilitar a limpeza dos diferentes elementos que o compõem. A filtragem de ar é de tipo PowerCore, com pré-sistema de limpeza.

 

Tratamento de gases de escape
Para responder às exigências anti-poluição da Fase IV/Tier 4F, este motor inclui uma combinação EGR+DPF+DOC+SCR. O sistema implica o consumo de AdBlue e o DPF (filtro de partículas) é de regeneração passiva. Nos casos em que seja feita uma utilização prolongada a regimes muito baixos do motor, o sistema poderá ocasionalmente dar indicação ao operador para ser feita uma regeneração em modo estático.

 

Desempenho
O motor revelou um funcionamento suave e silencioso e uma grande disponibilidade de potência sempre que no decorrer da prova as condições se tornaram mais severas.

 

TRANSMISSÃO

A transmissão do modelo testado é uma powershift robotizada desenvolvida em parceria com a ZF e que assume a designação RC Shift.
Apresenta um escalonamento de cinco grupos para a frente e para trás (1 a 5) e de seis gamas (A a F) para a frente e três gamas (A a C) para trás. Totaliza 30 relações para a frente e 15 relações para trás.
Caracteriza-se por possibilitar um grau de automatização que até aqui não estava previsto numa transmissão powershift. Entre as características diferenciadoras está a possibilidade de ser definida uma velocidade objetivo.

 

Funcionalidade Stop&Go
Com esta funcionalidade ativada o operador pode imobilizar o trator pressionando apenas os pedais de travão. Na prática, a embraiagem é ativada eletronicamente, sem que o operador tenha de atuar sobre o pedal respetivo. Para retomar a marcha, basta que retire o pé dos pedais de travão e acelere. Esta funcionalidade pode ser desativada através de um botão.

 

Três estratégias de funcionamento 
Manual
O operador terá de recorrer sempre ao joystick MaxCom para fazer a alternância entre relações e entre grupos. Toques sequenciais para a frente fazem subir as gamas e toques sequenciais para trás fazem descer as gamas. Para os grupos, o princípio é o mesmo, bastando que ao mesmo tempo se pressione um botão de permissão que está ergonomicamente integrado no MaxCom.
Neste modo, não é possível fazer uso da funcionalidade Stop&Go. Em contrapartida, o operador pode configurar uma relação predefinida para restart, que será automaticamente engrenada ao retomar a marcha após uma paragem.
A estratégia de condução em modo manual é usada sobretudo para realizar manobras apertadas ou aproximações que requerem um controlo mais minucioso do trator.

Semi-automática
O operador define o grupo (1 a 5) e cabe ao sistema eletrónico que gere a transmissão fazer a alternância automática entre gamas (A a F) em função da carga. Pode definir-se um intervalo mínimo e um intervalo máximo de alternância entre as gamas. Na operação de lavoura, definimos que a transmissão poderia descer até 2A e que ficaria limitada a 2E, não podendo passar para 2F.
Tal como nas outras duas estratégias de condução, é possível definir uma relação para restart, à qual o sistema volta sempre para iniciar a marcha.
No decorrer da prova, 3C foi a relação escolhida para os arranques após imobilização. Sempre que parávamos num cruzamento (com o Stop&Go acionado, sem recorrer ao pedal de embraiagem), a transmissão ia buscar esta relação pré-selecionada para retomar a marcha.
Este modo é usado em operações de mobilização, ou outras tarefas que impliquem maior esforço de tração. Não prevê a passagem automática entre grupos, mas gere totalmente a alternância entre gamas.

Automática
Em modo automático, a transmissão escolhe o grupo e também a gama no decorrer do trabalho. A sensibilidade de troca das relações pode ser regulada através de um potenciómetro, que estabelece o nível de carga a que a transmissão pode ser exposta até passar para outra relação.
Se o potenciómetro estiver definido para Eco, as relações são passadas mais suavemente e com maior frequência. Este ajuste aponta para regimes mais baixos do motor e deve ser escolhido para deslocações em estrada, efetuadas sem carga.
Se o potenciómetro estiver definido para Power, a transmissão tenderá a esgotar mais cada relação e o motor estará disponível para funcionamento a regimes mais altos. É o ajuste que deve ser escolhido para tarefas que exijam grande disponibilidade de potência.
Este modo subdivide-se em full auto field e full auto road. Apesar de o princípio de funcionamento ser o mesmo, o primeiro destina-se à passagem automática entre os grupos 1 e 3 e o segundo entre os grupos 3 e 5. Esta diferenciação serve também para o sistema suportar uma memorização distinta de configurações para ambos os tipos de utilização: campo e transporte.
O modo full auto field é aconselhado apenas para situações que não obriguem a uma alternância entre grupos (1 a 5) com a transmissão exposta a elevado esforço. Pode ser utilizado em operações ligeiras, como trabalhos de forragem ou tratamento de culturas com pulverizador. 

 

Velocidade objetivo
O operador pode fixar uma velocidade objectivo (cruise) em qualquer uma das estratégias (manual, semi-automática, automática para campo ou automática para estrada).

 

Comportamento
Na operação de lavoura, em modo semi-automático a caixa foi fazendo alternância de gamas em função da resistência encontrada e do esforço que consequentemente ia sendo solicitado. Os operadores ficaram totalmente livres dessa tarefa que é convenientemente gerida pelo sistema.
Em estrada, o modo full auto road também revelou um funcionamento correto e cómodo. Na deslocação com reboque, sem carga, em percurso totalmente plano, conseguimos alcançar uma velocidade de 40 km/h a um regime económico mínimo de 1230 rpm e uma velocidade de 50 km/h a um regime económico mínimo de 1500 rpm. São valores ligeiramente acima dos anunciados pelo fabricante referentes à deslocação do trator sem carga, havendo neste caso que considerar o peso do reboque monocoque.
A sensacão de condução assemelha-se à de um automóvel com caixa automática. À medida que ganhamos velocidade, as relações vão subindo; se retirarmos o pé do acelerador a caixa começa a fazer reduções. Apesar de concebida para uma velocidade máxima de 72 km/h, esta transmissão está programada para não ultrapassar os 50 km/h.
Notámos ainda que a relação 1A, a mais baixa do escalonamento, gera constragimentos nas manobras de aproximação por ser demasiado rápida. Para realizar este tipo de manobras, ou para utilizações que requerem velocidades mais lentas, o operador pode recorrer ao creeper (superlentas) que é disponibilizado de série.

DIREÇÃO

O circuito de direção é assistido por uma bomba dedicada. Como extra, o trator testado estava configurado com pré-instalação para condução automática Agrosky.
A coluna de direção é regulável em altura e também em profundidade, com o painel de instrumentos a acompanhar este último ajuste

 

TRAVÕES

Os discos de travão em banho de óleo instalados no eixo traseiro são auxiliados pelo acionamento do eixo dianteiro (4RM). A configuração do eixo dianteiro com travões de disco em banho de óleo está entre os equipamentos extra. O travão de estacionamento é de acionamento mecânico.

 

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