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Antigamente era assim...

131 anos da Kubota

09/06/2021

A 3 de abril de 1890 nascia, no Japão, uma empresa que arrancou como uma fundição - fabricou os primeiros tubos de ferro para utilização em obras hidráulicas - mas que poucos anos depois se tornaria numa marca de referência no desenvolvimento de maquinaria inovadora para apoio aos agricultores.

O nome “Kubota”
Se hoje todos a conhecemos por Kubota, o primeiro nome da empresa foi ‘Ohde Casting Iron Works’, fundada por Gonshiro Ohde que trabalhava o ferro, e só em 1897 mudou o nome para Kubota. A história é curiosa: a ‘Kubota Match Machine Manufacturers’, cujo proprietário Toshiro Kubota era cliente da casa, revia-se na forma de ser do senhor Gonshiro Ohde e, após saber que este era órfão de pai, pediu para o perfilhar. Gonshiro aceitou tornar-se filho de Toshiro Kubota e trabalhar diretamente com ele, com uma condição: continuar a fabricar os tubos metálicos de ferro. Chegados a um acordo, mudaram o nome da empresa para ‘Kubota Iron Works’.
Em abril de 2020 celebraram os seus 130 anos de existência, num ano marcado pelo surgimento de uma pandemia que, ainda assim, em nada ofuscou a pujança de uma empresa estabelecida como uma das principais líderes de mercado a nível mundial, no sector da maquinaria agrícola.

Primeiros motores agrícolas ao fim de 30 anos 
Mas se hoje são os tratores e a inovação em torno da construção dos mesmos a principal fonte de receita da Kubota, a missão da empresa japonesa nos seus primeiros 30 anos foi a fabricação de tubos metálicos de água não só para consumo interno (Japão) mas também externo – a primeira exportação deste tipo de material data de 1917, tendo 2.000 tubos como destino Java (Indonésia). Em 1922 foram fabricados os primeiros motores agrícolas a querosene e já nessa altura vigorava a máxima incutida desde sempre pelo fundador da Kubota: “A missão da Kubota não passa por ser somente superior [à concorrência] a nível tecnológico, mas ser igualmente algo útil para toda a sociedade.”

O salto deu-se nos anos 60
O crescimento foi notório nos anos 30 e 40 do século XX com a criação dos primeiros motocultivadores mas foi no início dos anos 60 que a Kubota atingiu um patamar superior ao fabricar o primeiro trator agrícola - modelo T15 com assento -, mantendo-se, ainda assim, bastante ativa nos sistemas de abastecimento de água. De então para cá muito aconteceu: começou a exportar tratores para o estrangeiro, nomeadamente EUA e Alemanha; construiu as próprias fábricas na Europa para chegar a mais países; mudou de nome para Kubota, em 1990 aquando do 100º aniversário; estabeleceu em 1998 uma parceria com a China para construção e venda de tratores naquele país; atingiu os 3 milhões de tratores produzidos em 2005 no Japão; e a expansão é tem sido cada vez mais global, com a compra sucessiva de fabricantes em vários países do mundo, tal como a do Grupo Kverneland.

‘Pela Terra, pela Vida’
Seguindo as máximas de ‘One Kubota’ - cada elemento da Kubota é de extrema importância para que a empresa cresça como equipa – e ‘On Your Side’ - que demonstra a preocupação de todos quantos trabalham na empresa em responder às necessidades do cliente, sendo exemplos claros a criação do trator autónomo e do sistema Bi-speed -, a Kubota tornou-se num dos maiores fabricantes de máquinas agrícolas, não deixando de parte o tema da sustentabilidade do meio ambiente, de forma a criar um mundo melhor para as gerações futuras. O lema ‘Pela Terra, pela Vida’ é respeitado ao máximo e todas as inovações que possam beneficiar o ambiente são vistas com bons olhos por Yuichi Kitao, atual presidente e diretor administrativo da Kubota Corporation: “Queremos olhar para o futuro com os olhos dos nossos clientes”, disse, no evento da comemoração dos 130 anos da Kubota. Um ano depois, a multinacional japonesa mantém um olhar ambicioso sobre o futuro.

 

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