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Terra’26 em prol da Agricultura Regenerativa: fazer melhor, gastando menos

16/10/2026

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Marcado desde o primeiro dia pela forte afluência e participação, o evento arrancou com uma breve conferência, na qual João Coimbra, um dos coorganizadores, recordou a inspiração no festival britânico Groundswell, apelando ao investimento português na defesa do solo como “o recurso mais importante que temos para deixar às próximas gerações”.

Seguiu-se a visita às estações de demonstração de um trabalho que, na Quinta da Cholda, já leva anos: estudo do solo (estrutura, matéria orgânica, infiltração de água, atividade biológica), culturas de cobertura, mobilização mínima, rotação de culturas e integração de animais na reciclagem da biomassa. Repetiu-se a ideia de que a transição varia com o solo, clima, cultura, água, maquinaria e viabilidade económica.

Recuperar a capacidade funcional do solo também permite gastar menos em recursos - maquinaria, por exemplo - sem perder rentabilidade. João Coimbra deu como exemplos a aplicação da inoculação líquida no semeador direto, um pulverizador com cerca de 20 anos adaptado à pulverização localizada nas linhas de milho e um rolo de facas, concebido para a floresta, usado no acamamento das culturas de cobertura. Segundo foi explicado, menos passagens significam menos horas de trator, combustível, mão de obra e desgaste, sendo que, estudos europeus não mostram uma relação automática entre práticas regenerativas e quebra de produção.

Para a diretora de Enologia e Viticultura do Monte da Raposinha, Paula Bragança, é preciso “um estudo contínuo do solo”, porque “nós não queremos gastar mais, nós queremos é fazer melhor”.

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