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Stihl encerra 2025 com recorde em Portugal e crescimento global acima dos 5,4 mil milhões

20/05/2026

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Segundo os dados revelados pelo fabricante líder mundial na comercialização de motosserras, a filial portuguesa da Stihl fechou 2025 com uma faturação de 34,2 milhões de euros líquidos (+17% de faturação), não apenas o seu melhor resultado de sempre, como também o mais expressivo, em termos proporcionais, de entre todas as subsidiárias da marca na Europa Ocidental.

A pesar, de forma decisiva, neste desempenho, o arranque acelerado da tecnologia a bateria, com este tipo de equipamentos a atingirem 26% do total de unidades vendidas, acompanhando, assim, a tendência europeia, onde cerca de dois terços dos produtos comercializados na Europa Ocidental já são elétricos.

De resto e a nível global, este segmento subiu para 27% das vendas totais do grupo, face aos 25% do ano anterior.

Para o diretor-geral da Stihl Portugal, Juvenal Martins, os resultados obtidos refletem "a confiança dos consumidores e profissionais na marca" , assim como o trabalho desenvolvido junto da rede de concessionários, na formação e na aposta na inovação.

De salientar que o segmento particular continua a dominar no mercado nacional, representando 65% das vendas, contra 35% do segmento profissional.

Investimento na produção e mão-de-obra

A nível internacional, o Grupo Stihl inaugurou, em outubro, a sua primeira fábrica dedicada exclusivamente à produção de baterias e ferramentas a bateria, em Oradea, na Roménia, mercê de um investimento de 125 milhões de euros.

No total, o grupo investiu 335,7 milhões de euros em 2025, com mais de metade aplicado na empresa-mãe, em Waiblingen, na Alemanha.

A par desta aposta, o grupo aumentou, igualmente, o número de colaboradores em 2,6%, face a 2024, encerrando o ano com um total de 20.246 colaboradores em todo o mundo.

Ao mesmo tempo, manteve um rácio de capitais próprios de 71,2%, reforçando a solidez financeira que lhe permite financiar os investimentos com recursos próprios.

Entre mercados, a América do Norte manteve-se como o maior mercado individual, representando cerca de um terço das vendas globais, enquanto África e Médio Oriente foram a região de crescimento mais dinâmico.

2026 será de contenção

Para 2026 — ano em que a Stihl assinala o seu centenário —, as perspetivas são de contenção, com a empresa a prever manter o atual nível de vendas, resultado de uma abordagem que o presidente do conselho executivo, Michael Traub, descreve como deliberadamente conservadora.

“À primeira vista, a nossa meta de vendas pode não parecer muito ambiciosa”, afirma Traub. “No entanto, perante mercados voláteis, crises cambiais e contínuas incertezas comerciais e geopolíticas, bem como a consequente prudência dos consumidores, trata-se de um objetivo desafiante.”

Em Portugal, a empresa antecipa um crescimento de apenas 0,5%, ainda que com expectativas positivas quanto à consolidação da tecnologia a bateria.

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