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“Foi um orgulho regressar à New Holland”

26/08/2019

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José Fernandes, Adélia (a sua mulher), Luís e Tânia (os filhos), Marco (o irmão), e três mecânicos. Existirá empresa familiar tão coesa quanto esta? Certamente que sim, o que não invalida ou lhe retira o mérito de se ter esmerado, vai para cinco anos, em preencher todos os requisitos que lhe foram exigidos desde a hora em que se tornou concessionária da marca New Holland em 2015. Individualmente, os seus membros revelam extrema modéstia, mas é com os estímulos de nova vida em instalação nova e muito trabalho de casa que se dedicam a criar os resultados já aplaudidos.

Breve retrato da família-empresa: José Fernandes tem 20 anos de experiência comercial. Andou pela Suíça, onde foi operador de máquinas. Assim que regressado a Portugal ingressou na Brás e Vasconcelos, concessionária da New Holland em Braga. Criou depois sociedade com outrém, em Monção, na Amaral & Malheiro. A sociedade desfez-se, e entrou a família para a que é hoje a AgroMonção.

Adélia, sua mulher, tinha um negócio de roupas, e vendeu a loja quando José ficou sem sociedade. “Fui-me afeiçoando a este ramo, aprendi, fiz formação em informática. A maior dificuldade era dar o nome e conhecer as peças”, explicou Adélia, para quem a filha passa agora por idênticas dificuldades. Fala da Tânia, que é professora, mas que também vai dando uma ajuda na empresa.


Estudo ou trabalho
Entra o filho, Luís: “O meu pai disse-me que ou estudava, ou trabalharia aqui. Optei por trabalhar aqui. Lutei por isto e lutei para crescer. Percebi que o segredo não estaria só na venda, mas muito no pós-venda. Depois surgiu a oportunidade de ser concessão, daí a AgroMonção. Que somos nós, em família.” O seu tio Marco faz demonstrações dos tratores a clientes e tem bons braços e saber para a oficina, onde laboram mais três mecânicos.

“Mudámos cá para cima, que a anterior casa, aqui perto [fala-se da confluência da EM 1097 com a EN 101 Valença-Monção] era pequena para a dimensão que estávamos a criar. Surgiu esta ideia de comprar, de fazer coisas novas. E devíamos tê-lo feito mais cedo. Foi um orgulho regressar à marca”, diz José Fernandes.

João Bizarro, responsável da New Holland por aquela e outras concessões, tinha uma confissão a fazer: “Os nossos resultados não eram dos melhores. Para trabalhar aqui há coisas imprescindíveis, e uma delas é ser de cá. O histórico diz-nos que, enquanto José Fernandes trabalhou esta marca, as quotas de mercado eram fantásticas, quando passou a trabalhar na concorrência, os nossos registos baixaram, mas quando ele voltou a trabalhar com a New Holland nós voltámos a catapultar as vendas. Neste momento temos quotas acima da nossa média nacional para a zona.”


Pós-venda fundamental
Que vontade tinha, então, José Fernandes, em ser concessionário da marca? “É a número um na agricultura. É o que representa para mim. E é gratificante. Também vendi outras marcas, mas estes tratores nem dão luta a sair, pois até o nome ajuda a vender”, graceja o patriarca da família, que logo a seguir ratifica o discurso do filho: “O nosso objetivo, para além das vendas, é prestar um bom serviço de pós-venda. Nos últimos dois anos servimos já oito grandes quintas da região, e outras na Galiza.

Ainda agora vendemos para a quinta da Torre e Vale do Aires. Os maiores produtores de vinho de Monção são nossos clientes. O nosso estudo de mercado foi este: apresentar um bom serviço aos produtores e tentar não falhar quando eles mais precisam de nós. É isso que diferencia, é isso que tem levado cada vez mais clientes (também espanhóis) a procurar-nos.”

Desde o início da concessão que a AgroMonção recebe clientes da vizinha Espanha. Em dia de mercado na região, estes aproveitam para ali comprar peças, serviços e equipamentos. “Tratores não, pois nós respeitamos os nossos colegas espanhóis”, afiança o homem da New Holland, para quem tal serviço tem sido catapultado, principalmente nos últimos seis meses, por solicitação de clientes espanhóis que se sentem aqui mais acompanhados tecnicamente. E é por isso que afirma, sem reservas: “Se a AgroMonção fizer o serviço bem feito terá o futuro garantido.”

João Bizarro, de novo, acrescentando algo que considera fundamental para a atividade: “Em cinco anos subimos 17/18% de quota de mercado nesta área. Por dois aspetos: a marca voltou a ter gente da terra a trabalhá-la; segundo, o cliente do Alto Minho nem sempre deu importância ou primazia ao apoio técnico em detrimento do preço. Contudo, o incremento de tecnologia nos tratores irá obrigar os clientes a procurarem concessões com melhores mecânicos, maior rapidez no fornecimento de peças e capacidade de adaptação à realidade local. Isso tem-lhes trazido muitos clientes com tratores de outras marcas que os entregam à Agromonção, mesmo em garantia. Aqui sentem-se apoiados. Ora, da nossa parte - e isso faz parte do nosso ADN enquanto marca -, a necessidade do pós-venda é um fator determinante e diferenciador das empresas.”



Um cliente puxa outro
Tanto José Fernandes como o filho Luís, e também o responsável da New Holland voltam a concordar que é mais importante fazer relações públicas de proximidade [contacto direto] com o cliente que muito do resto. E dizem valer mais um dia de portas abertas que a presença em três feiras. É que, revela a família-empresa, nas feiras, os compradores vão com a família e não têm tempo para falar de tratores, com os filhos sempre a puxar-lhes pela algibeira. Uma altura houve de portas abertas que até à 1h ainda havia gente no interior da concessão.

“A nossa melhor publicidade é o próprio cliente. Um puxa outro, e aquele outro, e mais outro. Assim caminhamos. A casa está bem vista”, conclui Luís Fernandes.
Para a New Holland, a AgroMonção, se continuar a fazer o trabalho de casa bem feito, tem condições para ser líder regional”, afiança João Bizarro, para quem a atual quota de mercado na zona é uma questão de orgulho para a marca.

 

“Na agromonção não se vendem só tratores e máquinas novas, facilitam-se as tarefas agrícolas”, dizem orgulhosos os seus donos

Alguns dos funcionários da Agromonção são também agricultores e por sua vez operadores de máquinas agrícolas. Esse facto confere-lhes capacidade para preparar ou adaptar qualquer máquina ‘universal’ à realidade local; fazer uma demonstração ou entrega personalizada e minimizar os tempos de paragem em reparações. “Os nossos clientes são os nossos melhores vendedores e nos recomendam a outros”, remata José Fernandes.


Modelo T3F é o de maior saída

O especializado T3F representa 60/70% das vendas da AgroMonção. Tal como o modelo, o cliente-tipo também está bem identificado: o mais profissional sobe a série na gama, mas o amador elege o T3F, aquele que ainda tem vinhas antigas e precisa de trator mais baixo e compacto, modelo que a AgroMonção diz cumprir, a 100%, com os requisitos da agricultura na região.

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