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Fendt 1050 Vario - Um convencional de 500 cv

01/07/2017

Por: Francisca Gusmão  |  Fotos: Francisco Marques

Em abril do ano passado, tivemos a oportunidade de experimentar o modelo mais potente da Série 1000, o 1050, do que demos conta na edição nº 101. Voltamos ao tema, desta vez a propósito da primeira venda feita no nosso país, em maio último, a Alcides Catroga, produtor de hortícolas nas regiões do Ribatejo e Alentejo.

Alcides Catroga produz cerca de 700 hectares de hortícolas, com prevalência para a batata, que exporta para a Alemanha. Como nos explicou, “a batata vale mais ou menos conforme a época em que se consegue colher. Colher mais cedo e conseguir chegar à Europa quinze dias antes dos outros pode fazer toda a diferença.” É aqui que entra a importância das máquinas, já que nestas alturas não há tempo a perder: “O ano passado chegámos a apanhar 700 toneladas de batatas por dia, precisamos de estar bem equipados e não podemos depender de ninguém”. Dono de uma frota de tratores maioritariamente Fendt, Catroga trocou o seu 900 pelo 1050 na versão mais equipada (Profiplus).

1000 vs 900
“Em que situações faz sentido ir para o Fendt 1000 em vez do Fendt 900?” perguntámos. “Estamos a falar de duas dimensões de tratores — respondeu João Lopes — o 900, que é um trator da classe dos 300 a 400 cavalos, com doze toneladas, e o 1000 que pode chegar até aos 517 cv, com 20 toneladas de base e que portanto permite outro tipo de alfaias e uma velocidade de trabalho completamente diferente.
O Fendt 1000 adapta-se a agricultores que precisem de alfaias muito grandes, ou aos que, como acontece mais no nosso país, precisam de fazer operações em janelas de tempo muito curtas.”

No entanto, João Lopes acredita que, na decisão de compra, o fator preço por enquanto pesa. Apesar de, como refere, a Série 1000 assentar num conceito totalmente novo: “Acho que, por enquanto, no nosso país, a decisão por um Fendt 1000 não se faz tanto pelo tamanho ou pela potência, mas pelo preço. Embora existam claras diferenças entre as duas séries. No Fendt 1000 é tudo novo: caixa de velocidades, motor, hidráulico, chassis (o que a Fendt escolheu para o projeto que tem para ir até aos 700 cavalos); portanto, é um trator que está feito com muita “folga” e isso tem o seu preço. É uma máquina totalmente nova que não tem nada que seja upgrade em relação às que estão para trás.

“O motor, por exemplo, é o resultado de um projeto que durou alguns anos desenvolvido pela MAN em colaboração com a Fendt, faz a potência toda a 1400 rotações. O trator parece sempre que está parado e isso faz com que tenha um consumo idêntico a um de 300 cv, tem mesmo um consumo muito baixo. Se este trator tivesse uma diferença de preço mais reduzida para a série 900, havia mais agricultores a irem para a 1000. “

Transmissão VarioDrive. Faz diferença?
“É um conceito completamente novo que a Fendt apresentou que, segundo as informações que tenho da marca, permite aumentar em 20% a capacidade de tração e reduzir o consumo”, disse João Lopes, e continuou: “Segundo a Fendt, a nova transmissão foi especialmente desenvolvida para explorar a potência do motor em qualquer situação, mantendo baixos regimes, independentemente das condições do solo.” E explicou:  “A solução encontrada foi o  primeiro sistema de transmissão que controla ambos os eixos de modo independente um do outro. É como se o trator tivesse duas caixas de velocidades, uma para o eixo traseiro e uma para o eixo da frente, funcionando sempre em automático em função do esforço. As transmissões tradicionais às quatro rodas têm, por regra, uma relação de binário fixo entre o eixo da frente e o eixo de trás. A Fendt Vario Drive permite uma transmissão variável às quatro rodas. Com a ajuda de uma dupla embraiagem de controlo inteligente, o binário pode ser distribuído pelos eixos consoante a necessidade (Fendt Torque Distribution). A velocidades baixas, o binário é dirigido prioritariamente ao eixo frontal. À medida que a velocidade sobe, o binário vai sendo progressivamente transferido para o eixo traseiro.”
Na sua opinião, esta transmissão vai evoluir para os novos modelos das séries 900 e, possivelmente, estender-se-á às outras no futuro, como aconteceu no passado com a Vario: “Em 2018 sairá uma nova série do 900, isto tem sido a história da Fendt desde que eu trabalho, a tecnologia é sempre posta nos maiores e depois vai descendo para os outros.”

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“Um trator de grande potência que se enquadra no sistema convencional”
Foi assim que João Lopes definiu o Fendt 1000, explicando que o conceito que está na base deste trator torna-o muito mais versátil  dentro de uma exploração: “Os outros grandalhões, que se veem, de 500, 600 cv dificilmente fazem muitas horas por ano. Este trator acaba por conseguir ser mais polivalente, facilmente faz o dobro das horas. E acaba por tornar o investimento mais fácil de pagar.”
E enumerou mais algumas vantagens: “Até a Fendt ter fabricado a Série 1000, os tratores acima dos 400cv eram normalmente articulados e com dimensões não permitindo a circulação por estrada (nas deslocações é necessário levar um carro à frente). A Fendt conseguiu “fazer” um 500 cv compacto, com medidas que possibilitam andar na via pública a 60/hora, portanto é um trator que se pode movimentar rapidamente e fazer transporte com grandes reboques... sendo um trator muito grande, pode fazer tudo o que faz um trator de 400 cv, o que a concorrência não tem. O Fendt 1000 é um trator de grande potência que se enquadra no sistema convencional.”

 

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