PUBLICIDADE
artigos/media/3263/image_gallery/2.jpg
    5
  • Lodovico Bussolati, CEO do Grupo.
16-05-2017

Só para os grandes


A SDF construiu, em Lauingen, Alemanha, uma nova fábrica de onde sairão todos os tratores do grupo com potência superior a 130 cv. Para além da fábrica, a Deutz-Fahr Land, foi também construído um centro de cliente apelidado de Deutz–Fahr Arena.


“O mercado não quer mais tratores, quer tratores mais potentes e com mais tecnologia”, palavras de Rainer Morgenstern, Diretor Comercial Executivo para a Europa do Grupo, sobre a estratégia que levou a este investimento. Foram 90 milhões de euros investidos neste projeto que permitirá fabricar entre cinco e seis mil tratores por ano (dependendo do modelo) na mesma linha de montagem. Para já, as Séries 6, 7 e 9 serão made in Lauingen”, mas já em 2018 vão surgir surpresas, verdes e... brancas.

A Série 11, que ampliará a potência máxima da marca para cima dos 400 cavalos, voltou a ser tema de conversa e Rainer Morgenstern apontou 2018 como data para o seu início de produção. Equipará com motor MTU, já que a Deutz (motores) não fabrica para este segmento de potência. Mas a Deutz-Fahr Land não será apenas berço dos tratores Deutz-Fahr. A Lamborghini, marca pertencente ao Grupo e com boa aceitação no mercado alemão, também tem tratores acima dos 130 cv. Como tal, teremos também “Lambos” made in Lauingen.

A fábrica

Planeada em 2014 e construída nos anos seguintes, a nova fábrica entrou em produção em Janeiro de 2017, tal como planeado, e foi edificada num terreno de 150.000 metros quadrados adjacente à antiga fábrica.
O edifício em “L” cobre uma área de 42.000 metros quadrados, utilizando as mais modernas tecnologias nas diversas zonas de montagem e pintura, hidráulicos, electrónica e controlo de qualidade. O custo total, em conjunto com a Deutz-Fahr Arena, foi de 90 milhões de euros, naquele que é o maior investimento individual feito de uma só vez na história da empresa.

Deutz-Fahr Arena


“Estou profundamente convencido de que que os clientes que investem o seu dinheiro pretendem ver e experienciar como é que os seus tratores foram construídos”, afirmou Rainer Morgenstern sobre o novo centro de cliente, a Deutz-Fahr Arena.
Um espaço com 3.800 metros quadrados que inclui um centro de exposições, o Museu Deutz-Fahr, um cinema, uma loja, uma cafetaria, bem como salas de conferência e formação. A juntar a isto, existe também uma pista de testes onde os visitantes podem testar e experimentar as máquinas.
Mas não só para os clientes foi este edifício desenhado: o novo centro de formação para concessionários disponibiliza cursos na área das vendas e do serviço, tendo capacidade para receber a visita e treinar cerca de 3.000 pessoas por ano.


O FUTURO: CONCESSIÓNARIOS E ESPECIALISTAS

Sobre a política de concessionários, Rainer Morgenstern revelou que o aumento da área de concessão não é um ponto fundamental: “a questão não é entre concessionários grandes e pequenos, é entre bons e maus. Nós queremos os bons”, sintetizou. Ligada a esta questão está também a política que o Grupo irá seguir a nível de parcerias. “Para que os nossos concessionários tenham sucesso é necessário que consigam ter um portfólio de produtos adaptado às necessidades das suas zonas. Como tal, entendemos que, como especialistas em tratores e ceifeiras, nos devemos concentrar nestes dois produtos, deixando a área dos implementos para outras empresas que são especialistas e concedendo autonomia ao concessionário para desenhar o seu portfólio”, concluiu. Desta forma, o acordo com a Kverneland para o fornecimento de equipamentos forrageiros não terá continuação, devendo o mesmo suceder relativamente aos carregadores telescópicos Agrovector.

RESULTADOS: DEUTZ-FAHR CONTINUA A SER MAIS VENDIDA DO GRUPO

Os resultados do Grupo em 2016 deixaram Lodovico Bussolati, CEO do Grupo, satisfeito, isto apesar de a receita ter baixado ligeiramente (queda de 1,7% face ao ano anterior). O sentimento positivo deve-se à comparação dos resultados obtidos face ao contexto geral da indústria que tem registado perdas significativas (o mercado global caiu 10%). Analisando os resultados desde 2014, Bussolati considera que estes vêm demonstrando uma consolidação da performance do Grupo e estão totalmente em linha com o programado em 2010. A receita cifrou-se nos € 1.366 milhões em 2016.


Não perca a reportagem completa na edição de julho da revista.