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09-07-2010

Vicon - O Centésimo Aniversário


A Vicon deve o seu nome ao Senhor Hermanus Vissers, quando no ano de 1910 fundou, a 20 km de Amesterdão, em Nieuw-Vennep (hoje já ligada à capital de Holanda), a sua pequena empresa de construção artesanal de máquinas agrícolas Construction Nieuw-Vennep. A união das duas primeiras letras do seu apelido (Vissers) às três primeiras letras da sua firma (Construction) resultou no nome da marca (Vicon), designação que ao fim de 100 anos ainda permanece e continua a figurar na cimeira do mercado internacional da especialidade.

 

Hermanus, mais conhecido por Manus, oriundo do mundo rural onde com o seu pai aprendeu a sabedoria das coisas modernas do campo de então, começou a trabalhar com uma debulhadora fixa tocada por locomotiva a vapor. Ao estabelecer-se como empresário, durante os primeiros anos dedicou-se à reparação de alfaias e ao aluguer de máquinas, que se resumiam a um semeador mecânico e a uma ceifeira-atadeira americana “Adriance” (que ainda se encontra pronta a trabalhar no museu Vicon).

 

Em 1933, por morte do fundador sucedeu-lhe o seu filho Herbert, que deixou o negócio de prestação de serviços de aluguer para se dedicar, juntamente com os seus irmãos, à importação de máquinas; para, em seguida, passar a construir enfardadeiras e debulhadoras estacionárias. E, em 1939, um dos quatro irmãos resolveu traí-lo, levando consigo o know-how e o desenho técnico das máquinas de sua autoria, fundando a fábrica “Vima”.

 

Depois da 1ª Grande Guerra acabar, a Holanda começou a reconstruir-se e, com isso, a equipa determinada dos restantes irmãos Vissers correspondeu ao apelo, tornando a Vicon ainda mais activa, agora a fabricarem plantadores de tracção animal para o alimento que maior procura tinha para matar a fome que grassava por todo o lado: a batata. E, ao fim de 4 anos, já davam emprego ao triplo dos empregados que tinham, com um facturado 14 vezes superior.

 

Procurando alargar a gama de ofertas de fabrico, em 1946 a Vicon descobre “a galinha dos ovos de ouro” ao conceber o respigador “Acrobat”, conhecido em gíria por “girassol”. A simplicidade e o desempenho desta máquina forrageira depressa ultrapassou fronteiras, obrigando a empresa fabril a expandir-se para satisfazer o número de encomendas, através da construção de uma nova fábrica com capacidade de resposta adequada e para a fabricação de novos produtos.

 

1960 é mais um ano de glória para os irmãos Vissers, num marco caracterizado pelo reconhecimento da Associação de Fabrico Holandês e premiado oficialmente pelo rei William I, pelo muito que a Vicon contribuiu para a economia do pais, posicionando-se no grupo líder das exportações de produtos holandeses. 

 

Nos anos 60, de entre a variada gama de máquinas que a Vicon construía, um novo produto representou uma mais valia de repercussão incalculável para a empresa, que revolucionou por completo o mercado de máquinas para a distribuição de adubos e sementes a lanço: o sistema pendular dos novos distribuidores Vicon —, de tal maneira que hoje em dia, quando se fala em Vicon, toda a gente relaciona o nome Vicon com um distribuidor de adubo. O sistema, inventado pelo italiano Steffenino, apresentado na Feira de Verona em 1958, foi adquirido por venda da patente aos irmãos Vissers —, que por sua vez foi desenvolvido e chegou ao estado de perfeição a que hoje é oferecido.

 

Em 1993, a Vicon é vendida ao grupo multi-industrial Thyssen Bornemisza, que a par com outras marcas funcionou com a designação global Greenland, acabando a Greenland por ser comprada, em 1998 pelo grupo Kverneland.

 

A Vicon, apesar de passar para as mãos de outros fabricantes,  permanece contudo no mercado ao fim de 1 século de existência, pela óbvia vontade  de todos os industriais que a adquiriram em consciência saberem que, comercialmente, o nome é reconhecido em todo o universo do sector como sinónimo de grande qualidade.

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